1. A adaptação ao horário de verão aumenta a fome?
    Sim. O endocrinologista, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional de São Paulo (SBEM – SP) explica que a mudança do horário leva à desregulação do horário de secreção da leptina, hormônio responsável pela fome e saciedade, o que pode gerar mais fome e, portanto, aumento de peso, além de elevar a glicemia.
  2. Quais hormônios são alterados no horário de verão?
    A melatonina, hormônio do sono, o cortisol, hormônio do estresse e que faz acordar, e a leptina, hormônio responsável pela saciedade, sofrem alterações nos horários de produção e secreção, o que desregula os horários para dormir, acordar e comer. De acordo com o endocrinologista, a secreção de insulina também é afetada, pois é mais produzida durante o dia, quando nos alimentamos.
  3. Soneca à tarde ajuda a repor as horas de sono perdidas?
    Sim. Dormir durante o dia entre 15 a 20 minutos, apenas, ajuda a descansar. Mas nem sempre isso é possível aos que trabalham o dia inteiro.
  4. O que fazer para melhorar o sono durante o horário de verão?
    É importante preservar a mesma quantidade de horas de sono que mantinha antes da mudança de horário. Para garantir a qualidade do sono, o endocrinologista orienta a não praticar atividade física nem permanecer em frente a telas de tabletes, celulares ou computadores na véspera de deitar. O ambiente deve ser fresco e sem claridade, mai favorável ao sono. E não é hora de pensar nos problemas.
  5. Alimentação interfere na adaptação ao horário de verão?
    Sim. Refeições leves, com pouca gordura, poucas calorias e pouco volumosas podem ajudar nessa adaptação. Prefira carnes magras, verduras, frutas, legumes e sopas no jantar e faça a refeição até três horas antes de deitar, para evitar indigestão ou refluxo.
  6. A posição de dormir afeta a qualidade do sono?
    Não. A posição do sono pode estar relacionada a problemas respiratórios. Se a pessoa dorme de barriga para cima, provavelmente tem alguma dificuldade em respirar e roncará.
  7. Como o horário de verão interfere no diabetes?
    Os pacientes de diabetes tipo 1 são dependentes de insulina e, com a mudança de horário, a aplicação da insulina será alterada, o que pode prejudicar o controle da doença e até resultados de exames de hemoglobina glicada, exame para controle de diabetes. Desta maneira, esses pacientes devem adaptar o horário de aplicação de insulina e alimentação, conforme o horário de verão
  8. Colocar o despertador em horários “quebrados”, por exemplo, 8:37 em vez de 8:30, ajuda na adaptação?
    Esse tipo de horário “quebrado” não ajuda na adaptação, mas colocar o despertador para tocar a cada 15 minutos, por exemplo, 8:00, 8:15 e 8:30, pode contribuir para se acostumar com a mudança de horário de despertar, seja para mais ou para menos.
  9. O botão “soneca” ajuda na adaptação ao horário de verão?
    Sim. A função “soneca” do celular, que dispara o alarme em intervalos, pode ser aliada na adaptação. A dica é colocar o despertador para tocar 15 minutos antes do horário que pretende levantar e aumentar esse espaçamento de tempo até que haja a adaptação.
  10. Países ensolarados e com mais luz deixam as pessoas mais alegres?
    Países nórdicos recebem menos luz devido à posição geográfica e, assim, apresentam taxa maior de depressão. Já nos países com exposição ao sol mais equilibrada, na faixa do Equador, as pessoas são mais alegres e os índices de depressão são menores.

Fonte: R7
Jornalismo Portal Panorama

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