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Desenrola 3.0 avança para nova etapa e pode renegociar até R$ 90 bilhões em dívidas; veja quem poderá participar

Governo federal abriu prazo para bancos apresentarem dívidas antigas que poderão ser incluídas na terceira fase do Desenrola. Programa prevê descontos na compra de carteiras de crédito e poderá beneficiar consumidores e MEIs, mas negociações ainda não estão abertas ao público.

O governo federal deu mais um passo para colocar em funcionamento a terceira fase do programa Desenrola, voltado à renegociação de dívidas de consumidores e microempreendedores individuais (MEIs). Uma portaria publicada nesta quinta-feira (22) abriu o prazo para que bancos e outras instituições financeiras informem quais dívidas pretendem oferecer ao governo. A expectativa inicial é que sejam apresentadas carteiras que somem até R$ 90 bilhões em débitos.

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A nova etapa poderá beneficiar pessoas com dívidas antigas de cartão de crédito e empréstimos pessoais, mas a renegociação ainda não está disponível para os consumidores. Neste primeiro momento, apenas as instituições credoras participarão do processo.

Os bancos, fundos de investimento e demais instituições financeiras interessadas terão cinco dias úteis para informar o volume de dívidas que poderão ser incluídas no programa.

Quais dívidas poderão entrar no Desenrola 3.0?

A terceira fase do programa foi criada para facilitar a renegociação de débitos antigos, mediante a compra de carteiras de crédito pelo governo federal.

Entre os critérios previstos estão dívidas com valor original de até R$ 10 mil e atrasos entre 720 e 1.645 dias, período equivalente a aproximadamente dois anos e quatro anos e meio.

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Poderão ser consideradas dívidas de cartão de crédito, incluindo o crédito rotativo e o parcelamento da fatura, além de empréstimos pessoais sem desconto direto na folha de pagamento.

O programa também prevê a possibilidade de participação de microempreendedores individuais, conforme os critérios de elegibilidade.

A prioridade anunciada pelo governo é favorecer devedores de menor renda e MEIs, embora a distribuição dos recursos dependa das carteiras apresentadas pelas instituições financeiras.

Governo pretende comprar dívidas com descontos de pelo menos 90%

Uma das principais mudanças do Desenrola 3.0 está na forma de negociação.

Em vez de depender exclusivamente de acordos diretos entre consumidores e bancos, o governo pretende comprar carteiras de dívidas antigas por valores significativamente inferiores aos débitos originais.

Para participar, as instituições financeiras deverão aceitar descontos mínimos de 90% sobre o valor nominal das carteiras oferecidas.

Isso significa que uma carteira de dívidas originalmente avaliada em R$ 100 milhões, por exemplo, poderia ser adquirida por até R$ 10 milhões.

Considerando a estimativa inicial de R$ 90 bilhões em débitos, o desembolso máximo calculado seria de R$ 9 bilhões, caso todo o volume fosse adquirido com o desconto mínimo exigido.

O governo, porém, não é obrigado a comprar todas as dívidas apresentadas. A expectativa é realizar um leilão para estimular a concorrência e obter descontos ainda maiores, que poderão chegar a 93% ou 95%.

Quando os consumidores poderão renegociar?

A previsão é que o leilão das carteiras de crédito ocorra em novembro, com possibilidade de adiamento para o início de dezembro.

Somente depois da aquisição das dívidas pelo governo será possível avançar para a etapa de renegociação com os consumidores.

A proposta prevê a possibilidade de pagamento à vista ou parcelado. No parcelamento, haverá cobrança de juros.

As taxas, os prazos e outras condições ainda precisarão ser definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pela regulamentação do programa.

Também não há, até o momento, uma data oficial para a abertura das negociações ao público.

Quem tem dívidas precisa fazer alguma coisa agora?

Por enquanto, não. A portaria publicada nesta quinta-feira é destinada às instituições financeiras, e não aos consumidores.

Quem possui dívidas que possam se enquadrar nas regras do Desenrola 3.0 deve aguardar a divulgação dos procedimentos oficiais para verificar a possibilidade de participação.

Também é importante destacar que o desconto mínimo de 90% exigido dos bancos na venda das carteiras ao governo não significa, necessariamente, que cada consumidor já tenha direito a uma redução desse percentual em sua dívida.

As condições efetivas de renegociação dependerão das regras que ainda serão estabelecidas e das dívidas efetivamente adquiridas.

A orientação é acompanhar os comunicados oficiais do governo federal e evitar fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos a intermediários que prometam acesso antecipado ao programa.

Sobre o autor

CEO do <em>Portal Panorama</em> e diretor do <em>PodCast #CaféComEla</em>. Formado em Comunicação Institucional, atua na área de jornalismo e mídia digital, sempre buscando informar com credibilidade e dinamismo.

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