Um adolescente de 17 anos foi apreendido suspeito de envolvimento na morte do próprio filho, um bebê de aproximadamente três meses, na madrugada desta quinta-feira (22), em Caiapônia, no Sudoeste de Goiás. Segundo a Polícia Militar, o jovem relatou ter apertado o pescoço da criança porque ela não parava de chorar. O bebê foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), mas chegou sem sinais vitais ao Hospital Municipal.
O caso passou a ser investigado após a equipe médica identificar diversos hematomas no corpo da criança. Diante das lesões e das declarações prestadas pelo pai, a Polícia Militar o encaminhou à Delegacia de Polícia Civil, onde a autoridade policial determinou a lavratura do Auto de Apreensão em Flagrante.
Pai relatou à polícia o que aconteceu antes da morte
De acordo com as informações registradas na ocorrência, o adolescente contou aos policiais que, por volta das 23h de quarta-feira (21), estava em casa com o filho, que chorava intensamente.
Segundo o relato, ele apertou o pescoço do bebê com força na tentativa de fazê-lo parar de chorar.
Em seguida, teria deixado a criança acomodada em um bebê-conforto na sala e ido até os fundos da residência para estender roupas.
Aproximadamente dez minutos depois, ao retornar, encontrou o filho desfalecido.
O adolescente afirmou que entrou em contato com a esposa, de 18 anos, que estava trabalhando naquele momento, e acionou o SAMU.
A equipe de socorro encaminhou a criança ao Hospital Municipal de Caiapônia, onde foi constatado que ela já estava sem vida.
Adolescente também teria admitido agressões anteriores
Durante a conversa com os policiais, o pai também teria relatado que vinha agredindo o bebê havia aproximadamente uma semana.
Conforme as informações da ocorrência, ele declarou que dava beliscões e mordia a criança.
Os relatos passaram a integrar a investigação, que deverá esclarecer as circunstâncias das agressões e sua possível relação com a morte.
A Polícia Militar foi acionada pela equipe de enfermagem do hospital por volta da meia-noite. Na unidade, o médico plantonista informou que a criança apresentava diversos hematomas pelo corpo.
Diante da situação, o Instituto Médico Legal (IML) de Iporá foi acionado para recolher o corpo e realizar os exames necessários.
Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte
Após ouvir o relato do adolescente e receber as informações da equipe médica, os policiais militares o conduziram à delegacia.
A autoridade policial determinou a lavratura do Auto de Apreensão em Flagrante para apurar a possível prática de ato infracional relacionado à morte da criança.
Por se tratar de um adolescente de 17 anos, os procedimentos seguem as regras previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A investigação deverá considerar as declarações prestadas pelo pai, os hematomas identificados no bebê e os resultados dos exames periciais.
Até o momento, não foi divulgada uma conclusão oficial sobre a causa da morte.
Vídeo registra declarações do pai aos policiais
Um vídeo relacionado à ocorrência mostra o adolescente relatando aos policiais os acontecimentos que antecederam a morte do filho.
Nas declarações, ele descreve o episódio em que teria apertado o pescoço da criança e menciona agressões praticadas anteriormente.
As informações apresentadas no registro deverão ser confrontadas com os demais elementos da investigação, incluindo os exames realizados pelo IML.
A Polícia Civil segue responsável pela apuração do caso, que deverá esclarecer a causa da morte e as circunstâncias em que ocorreram as agressões relatadas.

