Alta da carne bovina faz argentinos recorrerem ao consumo de burro e lhama

Alta da carne bovina faz argentinos recorrerem ao consumo de burro e lhama
Inflação sobre carnes e derivados na Argentina altera hábitos de consumo e amplia procura por proteínas alternativas.

A alta da carne bovina na Argentina tem provocado mudança no hábito alimentar da população, que passou a buscar alternativas mais baratas como carne de burro e carne de lhama diante da inflação acumulada de 55,1% sobre carnes e derivados no país. A situação foi registrada principalmente em regiões da Patagônia, onde o preço da proteína bovina ultrapassa 25 mil pesos argentinos em alguns pontos de venda.

A carne de burro passou a ser comercializada por cerca de 7.500 pesos, valor consideravelmente inferior ao da carne bovina, tornando-se uma opção acessível para parte dos consumidores em meio à perda do poder de compra. Segundo a reportagem original, o movimento evidencia uma transformação no padrão de consumo em um país historicamente ligado à carne vermelha.

Inflação pressiona famílias e altera consumo

O avanço dessas proteínas alternativas está diretamente ligado ao cenário inflacionário argentino. Os dados citados mostram que o aumento anualizado dos preços de carnes e derivados chegou a 55,1% em março, com variações regionais que alcançam até 61,5%.

Com isso, houve retração no consumo de carne bovina e maior procura por opções mais econômicas. A carne de frango já aparece em maior volume de consumo no país, enquanto carnes menos tradicionais começam a ganhar espaço em regiões específicas.

Carne de burro ganha mercado na Patagônia

A introdução da carne de burro no mercado ganhou força na cidade de Trelew, na Patagônia, por meio do projeto “Burros Patagones”, criado pelo produtor rural Julio Cittadini.

A iniciativa incluiu degustações públicas com pratos como empanadas, linguiças e assados, que registraram boa aceitação entre consumidores locais. Restaurantes da região chegaram a ter produtos esgotados após a estreia da nova proteína, segundo o texto-base.

Apesar disso, especialistas citados apontam que o consumo ainda é limitado e pontual, sem impacto relevante na cadeia produtiva nacional, mas suficiente para demonstrar a busca crescente por alternativas alimentares diante da crise econômica.

Carne de lhama também aparece como alternativa

Outra proteína que começa a ganhar espaço no mercado argentino é a carne de lhama. Produzida em sistemas naturais, ela é apresentada como uma opção com baixo teor de gordura, alta concentração de proteínas, baixo colesterol e boa digestibilidade.

O consumo ainda é restrito, porém a reportagem destaca que o produto vem despertando interesse entre consumidores que procuram alimentos mais baratos e ao mesmo tempo com perfil nutricional diferenciado.

Mudança reflete crise econômica no país

O avanço do consumo de carne de burro e lhama é apontado como reflexo direto da inflação acumulada, da queda da atividade industrial e da perda de empregos, fatores que vêm pressionando o orçamento das famílias argentinas.

Mesmo sendo um país tradicionalmente reconhecido pelo alto consumo de carne bovina, a Argentina começa a registrar mudança de comportamento no prato da população, com substituição de proteínas motivada principalmente pelo aumento dos preços.

Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7

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Redação Portal PaNoRaMa

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