“Toy Story 5” estreia com tecnologia como vilã e já mira maior bilheteria da franquia em 2026

“Toy Story 5” chegou aos cinemas nesta quinta-feira (18) cercado de grande expectativa e já desponta como forte candidato à maior estreia de 2026, além de mirar o recorde histórico da própria franquia. A nova produção traz de volta personagens consagrados como Woody, Buzz e Jessie, agora diante de um desafio contemporâneo: o impacto da tecnologia na infância.
A trama apresenta uma mudança significativa no universo dos brinquedos ao colocar a tecnologia como principal antagonista. O destaque vai para o tablet Lilypad, dispositivo que rapidamente conquista a atenção de Bonnie. Ao tentar ajudar a menina a encontrar uma nova forma de brincar, Jessie se depara com o aparelho e revive traumas do passado, ao mesmo tempo em que luta para preservar a imaginação infantil.
O conflito ganha força quando Bonnie passa a se envolver cada vez mais com universos virtuais, deixando de lado os brinquedos tradicionais. Para Woody, Buzz e os demais, o desafio deixa de ser a disputa entre eles e passa a ser a convivência — ou o enfrentamento — de uma tecnologia capaz de substituir o próprio conceito de brincar.
Recorde da franquia e expectativa de bilheteria
Além do enredo atual e reflexivo, o filme chama atenção pelas projeções expressivas de bilheteria. A expectativa é de arrecadação em torno de US$ 140 milhões apenas no primeiro fim de semana nos Estados Unidos, superando o desempenho do longa anterior da franquia.
No mercado internacional, os números são ainda mais ambiciosos. A estimativa de abertura global gira em torno de US$ 275 milhões, o que pode consolidar “Toy Story 5” como a maior estreia mundial de 2026.
Recepção da crítica e direção
A recepção inicial tem sido amplamente positiva. O longa registra cerca de 94% de aprovação no site Rotten Tomatoes, indicando forte aceitação tanto da crítica especializada quanto do público.
Dirigido por Andrew Stanton, o filme mantém a essência emocional que marcou a franquia desde seu início, em 1995, mas incorpora um tom mais melancólico ao abordar temas como abandono, memória e, principalmente, o impacto da tecnologia no desenvolvimento infantil.
Um novo desafio para os brinquedos
Desde o primeiro filme, a saga sempre explorou medos universais, como ser esquecido ou substituído. Em “Toy Story 5”, esse temor ganha uma nova dimensão: a possibilidade de irrelevância diante das telas.
Com Jessie assumindo papel de liderança, a narrativa também reforça a presença de uma protagonista feminina forte, enquanto aprofunda o debate sobre o papel da imaginação em uma sociedade cada vez mais digital.
A frase central do filme — “a era dos brinquedos acabou” — sintetiza o dilema vivido pelos personagens e reflete uma realidade cada vez mais presente no cotidiano das famílias.







