Supermercados de Goiás discutem funcionamento aos domingos e decisão é adiada para abril
As negociações sobre o funcionamento de supermercados aos domingos em Goiás ganharam novo prazo. Mesmo com o vencimento da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) nesta terça-feira (31), patrões e trabalhadores decidiram estender o diálogo até 30 de abril.
Participam das tratativas o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Goiás (Sincovaga), que representa os empregadores, e o Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Secom), que atua em defesa dos trabalhadores.
Expectativa gira em torno do Congresso
O adiamento ocorre porque o setor acompanha uma possível mudança na legislação trabalhista. Nos próximos 30 dias, o Congresso Nacional pode analisar uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera a jornada de trabalho.
A proposta prevê o fim da escala 6×1 e a adoção do modelo 5×2. No entanto, o texto ainda tramita na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados. Por isso, ainda não há data definida para votação em plenário.
Propostas não avançam
Enquanto aguardam definições em Brasília, as entidades discutem alternativas locais. O Sincovaga sugeriu o fechamento dos supermercados a partir das 12h aos domingos. Porém, o Secom rejeitou a proposta.
Segundo o sindicato laboral, a medida não resolve os problemas enfrentados nem pelos trabalhadores nem pelas empresas. Além disso, a entidade defende mudanças mais amplas na jornada.
Anteriormente, o Secom apresentou outra proposta. O sindicato sugeriu ampliar o funcionamento aos sábados, com atendimento até 1h da madrugada. Contudo, a ideia também não avançou nas negociações.
Decisão terá efeito imediato
A definição da CCT terá força de lei imediata em todo o estado. Assim, quando as partes chegarem a um acordo, os supermercados precisarão se adaptar rapidamente.
Caso descumpram as novas regras, as empresas poderão sofrer multas. Portanto, o setor acompanha o tema com atenção.
Setor enfrenta dificuldade de contratação
O debate ocorre em um momento de mudança no mercado de trabalho. A escala 6×1 perdeu atratividade entre os trabalhadores mais jovens. Como resultado, o setor enfrenta dificuldades para preencher vagas.
De acordo com a Associação Goiana de Supermercados (Agos), cerca de 6 mil postos seguem abertos em Goiás. Dessa forma, a discussão sobre jornada e condições de trabalho ganhou ainda mais relevância.
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