Servidor da Agrodefesa é preso por fraude de R$ 100 mil em Goiás
Um ex-servidor da Agrodefesa, lotado em Luziânia, foi preso na terça-feira (14) por manipular informações e emitir atestados falsos. Com isso, ele justificou movimentações fictícias de bovinos que somam R$ 100 mil.
A Operação Rastreio Falso, conduzida pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) e pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Rurais (DERCR), também prendeu um corretor de gado. Além disso, a investigação revelou que a fraude ocorreu em menos de um mês e envolveu emissão de Guias de Trânsito Animal (GTAs) fraudulentas.
Ação policial
Durante a operação, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão, bloquearam ativos financeiros e sequestraram bens. Além disso, realizaram outras diligências sigilosas para garantir o andamento da investigação.
A Agrodefesa forneceu relatórios de auditoria e apoio técnico, colaborando diretamente com a ação policial.
Nota da Agrodefesa
Em nota, a Agrodefesa explicou que detectou irregularidades em auditoria interna. Segundo a agência, houve uso indevido de senhas e fraudes nos cadastros de animais e vacinas do Sidago.
O servidor preso era cedido pelo município de Luziânia e foi exonerado antes do início das investigações.
Contexto das operações
A Operação Rastreio Falso é a terceira ação da DERCR com apoio da Agrodefesa para combater fraudes envolvendo GTAs e notas fiscais falsas. As operações anteriores foram a Paper Ox, em abril de 2024, e a Paper Ox II, em julho de 2025.
A agência reforçou que não houve invasão ou violação do sistema Sidago. Além disso, o sistema segue auditado regularmente para prevenir fraudes. Por fim, a Agrodefesa alertou que produtores rurais não devem compartilhar suas senhas, pois elas são essenciais para proteger suas informações.
Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7
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