Raízen fecha trimestre com prejuízo de R$ 7,3 bilhões em meio à reestruturação financeira

Raízen fecha trimestre com prejuízo de R$ 7,3 bilhões em meio à reestruturação financeira

A Raízen encerrou o quarto trimestre da safra 2025/2026 com prejuízo líquido de R$ 7,3 bilhões, ampliando as perdas registradas no mesmo período do ciclo anterior. O resultado foi divulgado pela companhia em meio ao processo de reestruturação financeira que busca reorganizar o endividamento e fortalecer a geração de caixa da empresa.

Apesar do prejuízo, a companhia apresentou crescimento em alguns indicadores operacionais. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado atingiu R$ 2,8 bilhões, alta de 46% na comparação anual. Já a receita líquida recuou 11,1%, somando R$ 51,3 bilhões no trimestre.

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Outro dado que chamou atenção foi o aumento da dívida líquida da empresa, que chegou a R$ 58,2 bilhões, avanço de quase 70% em relação ao mesmo período da safra anterior. Segundo a Raízen, o cenário reflete os desafios enfrentados pelo setor, o aumento dos custos financeiros e o processo de reorganização da estrutura de capital.

Nos últimos meses, a companhia iniciou um plano de reestruturação financeira após obter apoio da maior parte de seus credores. Entre as medidas previstas estão aporte de capital pelos acionistas, reorganização das dívidas e venda de ativos considerados não estratégicos, com o objetivo de reduzir a alavancagem financeira e recuperar a capacidade de investimento.

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Mesmo diante do resultado negativo, a empresa informou que conseguiu reduzir aproximadamente R$ 1 bilhão em custos e despesas durante a safra, além de diminuir os investimentos em cerca de R$ 3,3 bilhões em relação ao ciclo anterior. O desempenho mais favorável da área de distribuição de combustíveis ajudou a compensar parte das dificuldades enfrentadas pelos segmentos de açúcar, etanol e bioenergia, afetados por fatores climáticos e pela menor moagem de cana-de-açúcar.

Reflexos para o agronegócio

A Raízen é uma das maiores empresas do setor sucroenergético brasileiro e atua na produção de açúcar, etanol, bioenergia e distribuição de combustíveis. Por isso, seus resultados são acompanhados de perto por produtores, investidores e agentes da cadeia do agronegócio.

Em estados produtores como Goiás, onde a cana-de-açúcar tem participação importante na economia regional, a recuperação financeira da companhia é vista como um fator relevante para a continuidade de investimentos, geração de empregos e fortalecimento da cadeia sucroenergética.

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Gessica Vieira

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