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Milho começa setembro a R$ 61 a saca em Jataí e Rio Verde

Mercado inicia o mês com estabilidade nas principais praças do Sudoeste Goiano, enquanto contratos futuros mantêm valores acima do mercado físico

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O produtor de milho em Jataí e no Sudoeste Goiano começa setembro diante de um mercado relativamente estável, mas que exige atenção às diferenças entre as cotações disponíveis no mercado físico e os preços projetados para os próximos meses.

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Na referência mais recente disponível para Jataí, a saca de 60 quilos do milho estava cotada a R$ 61. O mesmo valor era registrado em Rio Verde.

A cotação representa estabilidade em relação ao fechamento anterior, depois de o cereal ter começado setembro em R$ 62 por saca nas duas praças.

No dia 1º, Jataí e Rio Verde registravam R$ 62. No dia 3, a referência recuou para R$ 61 e permaneceu nesse patamar no fechamento do dia 4.

Os dados disponíveis nesta terça-feira (8) ainda refletem o último fechamento do mercado antes do feriado prolongado.

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Mercado futuro aponta preços maiores

Enquanto o mercado físico do Sudoeste Goiano trabalha próximo dos R$ 61, os contratos futuros apresentam valores superiores.

Na B3, o contrato de milho com vencimento em setembro estava próximo de R$ 72 por saca, enquanto janeiro de 2027 aparecia acima de R$ 80.

A diferença não significa que o produtor receberá necessariamente esses valores em sua região. Mercado futuro e mercado físico possuem dinâmicas distintas, com influência de fatores como localização, frete, disponibilidade regional e demanda.

Ainda assim, os contratos funcionam como uma importante referência para as expectativas do mercado.

Chicago volta do feriado em alta

No mercado internacional, o milho voltou a ser negociado nesta terça-feira (8) na Bolsa de Chicago depois do feriado do Labor Day nos Estados Unidos.

Os primeiros negócios do dia apresentaram leves valorizações.

Pela manhã, o contrato de dezembro de 2026 era negociado ao redor de US$ 5,39 por bushel, enquanto março de 2027 estava próximo de US$ 5,54.

Entre os fatores acompanhados pelos operadores estão as condições das lavouras norte-americanas e as tensões envolvendo Rússia e Ucrânia.

O mercado também aguarda novas informações sobre a produção dos Estados Unidos.

Oferta e demanda entram no radar do produtor

No Brasil, o comportamento do milho nas próximas semanas dependerá principalmente da disponibilidade do cereal, do ritmo das exportações e da demanda interna.

O consumo por setores como produção de proteína animal e indústria de etanol de milho continua sendo uma variável relevante para a formação dos preços.

Para regiões produtoras como Jataí e Rio Verde, a comercialização também passa pela decisão do agricultor entre vender o produto disponível, armazenar parte da produção ou utilizar instrumentos de negociação para os próximos meses.

Essa decisão depende da realidade financeira de cada propriedade e das condições oferecidas pelo mercado.

O início de setembro, portanto, mostra estabilidade no mercado físico do milho no Sudoeste Goiano, enquanto os contratos futuros continuam indicando valores superiores para os próximos vencimentos.

Sobre o autor

CEO do <em>Portal Panorama</em> e diretor do <em>PodCast #CaféComEla</em>. Formado em Comunicação Institucional, atua na área de jornalismo e mídia digital, sempre buscando informar com credibilidade e dinamismo.

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