Pix ganha novo sistema contra golpes a partir de fevereiro
A partir de fevereiro, bancos e instituições financeiras devem adotar a nova versão do Mecanismo Especial de Devolução (MED). A regra passa a valer no dia 2, conforme determinação do Banco Central.
O sistema amplia o combate a golpes e fraudes envolvendo o Pix. Agora, ele rastreia o caminho do dinheiro após a transação inicial. Assim, identifica também as contas que receberam os valores posteriormente.
A funcionalidade já existia desde novembro do ano passado. No entanto, seu uso era opcional. Com a mudança, a adoção se torna obrigatória em todo o sistema financeiro.
Criado em 2021, o MED buscava acelerar a devolução de valores às vítimas de golpes. Porém, em 2022, o Banco Central identificou limitações no modelo inicial.
Na prática, criminosos transferiam o dinheiro rapidamente para outras contas. Isso dificultava o bloqueio e reduzia as chances de recuperação dos valores.
Com a atualização, o sistema passa a mapear rotas do dinheiro. Ele também compartilha essas informações entre instituições. Dessa forma, amplia as chances de bloqueio e devolução em até 11 dias após a contestação.
Desde 1º de outubro, o Pix conta com o botão de contestação. O recurso funciona dentro do aplicativo do banco e integra o MED.
O usuário pode acionar a ferramenta em casos de fraude, golpe ou coerção. O sistema acelera o bloqueio dos valores nas contas usadas por criminosos.
Segundo o Banco Central, o objetivo é simplificar o processo. Assim, o cliente não precisa entrar em contato com atendentes. O botão não vale para erros de digitação ou arrependimento.
Como pedir a devolução do Pix
A vítima deve registrar a contestação em até 80 dias após a transação. O banco analisa o caso e bloqueia os valores disponíveis na conta do recebedor, se houver indícios de fraude.
A análise ocorre em até sete dias. Se o banco confirmar o golpe, a devolução pode acontecer em até 96 horas. O reembolso pode ser total ou parcial, conforme o saldo disponível.
Se a devolução for parcial, o banco do fraudador deve realizar novos bloqueios sempre que houver entrada de recursos. Esse monitoramento pode durar até 90 dias.
O Banco Central espera que as mudanças tornem o Pix mais seguro. A medida também busca reduzir os prejuízos causados por golpes, cada vez mais comuns no sistema de pagamentos instantâneos.
Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
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