Lixo eletrônico: descarte incorreto de aparelhos antigos pode prejudicar o meio ambiente
Celulares, computadores, televisores e baterias precisam de destinação adequada; saiba como reaproveitar ou encaminhar esses equipamentos para a reciclagem.
Aquele celular antigo guardado na gaveta, o carregador que deixou de funcionar ou o computador substituído por um modelo mais novo podem parecer inofensivos. No entanto, esses equipamentos fazem parte de um problema ambiental que merece atenção: o lixo eletrônico.
Com a evolução da tecnologia e a substituição cada vez mais frequente dos aparelhos, cresce também a quantidade de equipamentos que deixam de ser utilizados. O problema começa quando esses materiais são descartados junto com o lixo doméstico, sem os cuidados necessários.
Celulares, tablets, computadores, televisores, impressoras, pilhas, baterias e acessórios eletrônicos estão entre os resíduos que precisam de destinação adequada.
Quais são os riscos do descarte incorreto?
Alguns equipamentos eletrônicos possuem metais e substâncias potencialmente perigosas, como chumbo, mercúrio e cádmio, dependendo de sua composição.
Quando esses resíduos são descartados de maneira inadequada, podem provocar contaminação do solo e da água. A manipulação incorreta também pode representar riscos de intoxicação, incêndios e outros danos à saúde e ao meio ambiente.
Por isso, esses materiais não devem ser simplesmente colocados em sacos de lixo comum ou abandonados em terrenos baldios.
O que fazer com os aparelhos antigos?
Antes de encaminhar um equipamento para o descarte, uma alternativa é verificar se ele ainda pode ser consertado ou reaproveitado.
Aparelhos em boas condições podem ser doados ou destinados a pessoas que ainda possam utilizá-los. Dessa forma, é possível prolongar a vida útil dos produtos e evitar o desperdício.
Quando não houver possibilidade de recuperação, a orientação é procurar pontos de coleta específicos para resíduos eletrônicos.
Lojas de eletrônicos, fabricantes, comerciantes e entidades responsáveis por sistemas de logística reversa podem disponibilizar locais de recebimento desses materiais.
Como funciona a reciclagem de eletrônicos?
Depois de recolhidos, os equipamentos podem passar por etapas de triagem, desmontagem e separação dos componentes.
Plásticos, vidros e diferentes metais podem ser recuperados e utilizados como matéria-prima na fabricação de novos produtos.
Esse processo contribui para reduzir o desperdício, diminuir a necessidade de extração de recursos naturais e evitar que componentes potencialmente prejudiciais sejam descartados de forma inadequada.
No Brasil, a logística reversa de eletroeletrônicos está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos e regulamentada pelo Decreto Federal nº 10.240/2020. O sistema prevê a participação de consumidores, fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes na destinação adequada desses produtos.
Atenção aos dados pessoais antes do descarte
Outro cuidado importante envolve a segurança das informações armazenadas nos equipamentos.
Antes de entregar um celular, tablet ou computador, é importante fazer uma cópia dos arquivos importantes, encerrar as contas vinculadas ao aparelho, retirar chips e cartões de memória e restaurar as configurações de fábrica.
A medida ajuda a proteger fotos, documentos, conversas e outros dados pessoais que podem permanecer armazenados nos dispositivos.
Onde encontrar pontos de coleta?
O Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos (SINIR) orienta os consumidores a consultar os pontos de recebimento disponibilizados pela Associação Brasileira de Reciclagem de Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos (ABREE) e pela Green Eletron.
A recomendação é verificar os locais disponíveis e quais tipos de equipamentos são aceitos antes de realizar o descarte.
Mais do que acompanhar as novidades tecnológicas, é importante desenvolver hábitos de consumo e descarte responsáveis. Consertar, reaproveitar, doar e encaminhar corretamente os equipamentos são atitudes que contribuem para a preservação ambiental.
A tecnologia evolui, os aparelhos mudam, mas a responsabilidade com o meio ambiente precisa acompanhar esse avanço.







