Saúde e Bem Estar

Outubro Rosa: mitos e verdades sobre câncer de mama e a mamografia

Foto: Internet
O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum e recorrente entre as mulheres, sendo que, para 2018, são esperados 59700 novos casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). E claro, como tudo nessa vida, restam muitas dúvidas a respeito da doença...

O câncer de mama é o tipo de tumor mais comum e recorrente entre as mulheres, sendo que, para 2018, são esperados 59700 novos casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). E claro, como tudo nessa vida, restam muitas dúvidas a respeito da doença por parte das mulheres, principalmente as mais humildes, no que tange a prevenção e detecção precoce, com a mamografia.

Sendo assim, e aproveitando o Outubro Rosa, uma série de mitos e verdades a respeito do câncer de mama foi listada aqui, abordando aspectos do impacto da menstruação e da hereditariedade no risco de desenvolver nódulos malignos nos seios, exames a serem feitos, etc. Confira:

Verdades:

  • Mulheres que menstruam muito jovens, têm mais riscos de desenvolver o câncer: infelizmente isso é verdade, já que a menstruação precoce indica que o corpo já está produzindo muito estrogênio e progesterona, os hormônios femininos. O problema está no fato de que o estrogênio estimula a proliferação das células da glândula mamária. E, se uma delas é cancerosa, a chance de produzir cópias defeituosas sob.
  • A mulher também pode ser submetida a ultrassonografia e ressonância magnética: a ultrassonografia e a ressonância magnética das mamas são exames complementares. São indicadas mais comumente para mulheres jovens, que têm os seios naturalmente mais densos. Mas e daí?
    Daí que, nessa situação, a mamografia apresenta uma maior dificuldade de detectar eventuais nódulos. A ultrassonografia também ajuda nos casos em que a mamografia se mostra inconclusiva devido à presença de um nódulos.

Mitos: 

  • Se minha mãe teve ou tiver câncer de mama, eu também terei: grande mito que confunde muito as pessoas, a hereditariedade não é assim, certeira. Ela corresponde a menos de 5% dos casos. Ou seja, a maioria dos episódios não carrega um forte componente familiar. Mas, buscar se informar com um profissional médico, se você possui histórico de câncer na família, é a melhor opção. Converse com um oncologista ou mastologista para que ele te oriente.
  • Prótese de silicone impede a realização da mamografia: mesmo com implantes, é possível fazer o exame e diagnosticar a doença. Agora, em alguns casos, o médico pode mesmo solicitar exames complementares, como ultrassonografia ou ressonância.
  • Mulheres que estão amamentando não podem fazer mamografia: se surge a necessidade de fazer o exame durante esse período, não há inconveniente para a criança. Aliás, a mãe não precisa ficar um dia distante do filho por causa da radiação.
  • O autoexame pode substituir a mamografia: palpar os próprios seios em busca de nódulos é uma medida importante e deve ser realizada uma vez por mês. Porém, o autoexame detecta massas já palpáveis, geralmente associadas a um câncer de mama mais avançado. Já a mamografia pode diagnosticar nódulos pequenos, quando é mais provável que a doença não tenha se espalhado.

Flávia Menezes
Jornalismo Portal Panorama

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