Nem 6 nem 8 horas: Confira o tempo ideal de sono para proteger o cérebro

Nem 6 nem 8 horas: Confira o tempo ideal de sono para proteger o cérebro

Uma análise abrangente liderada pela Universidade de York, no Canadá, trouxe novos dados sobre sono e saúde cerebral. O estudo revisou informações de quase 4,5 milhões de pessoas com mais de 35 anos. Os resultados indicam que o equilíbrio no tempo de descanso é essencial para a longevidade cognitiva.

Tempo ideal de sono

De acordo com a pesquisa, dormir entre 7 e 8 horas por noite é o mais indicado. Esse intervalo reduz o risco de demência de forma significativa.

Os dados mostram que dormir menos de 7 horas aumenta o risco em 18%. Por outro lado, dormir mais de 8 horas eleva esse índice em 28%. Isso reforça que tanto a falta quanto o excesso de sono são prejudiciais.

Sedentarismo agrava os riscos

O estudo também analisou o impacto da atividade física. Os pesquisadores identificaram que passar mais de 8 horas por dia sentado é um fator de risco.

Além disso, praticar menos de 150 minutos de exercícios por semana contribui para o declínio cognitivo. Esses dois fatores, quando combinados, aumentam ainda mais as chances de doenças neurodegenerativas.

Fatores que podem ser controlados

Os cientistas destacam que esses hábitos são “modificáveis”. Ou seja, podem ser ajustados ao longo da vida.

Segundo o estudo, mudanças simples na rotina ajudam a prevenir o Alzheimer e outras condições semelhantes. Isso se torna ainda mais relevante diante do aumento esperado de casos no mundo.

Impactos desde a meia-idade

Diferente de pesquisas anteriores, o levantamento incluiu adultos mais jovens. Isso permitiu entender como hábitos da meia-idade afetam o cérebro no futuro.

Os dados mostram que o sono influencia o fluxo sanguíneo cerebral. Ele também interfere na eliminação de resíduos tóxicos dos neurônios.

Sinais de alerta e prevenção

A equipe da Universidade de York ressalta que os resultados indicam associação, não causa direta. Ainda assim, dormir demais pode ser um sinal precoce de problemas neurológicos.

Os pesquisadores reforçam que manter hábitos saudáveis protege o cérebro. Esse cuidado tem efeito anti-inflamatório e ajuda a preservar a massa cinzenta.

Com cerca de metade dos casos de demência sendo potencialmente evitáveis, especialistas defendem mudanças no estilo de vida. Dormir bem, sem exageros, e manter o corpo ativo são medidas essenciais. Essas ações ajudam não só no presente, mas também na saúde mental ao longo das próximas décadas.

Share this content:

Gessica Vieira

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.