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Milho: saiba o que pode mexer com o preço do grão na próxima semana

Foto: Leonardo Rodrigues
Sem o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em janeiro, o mercado fica ao sabor apenas das volatilidades normais frente ao dólar e exportações semanais...

Sem o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em janeiro, o mercado fica ao sabor apenas das volatilidades normais frente ao dólar e exportações semanais. Além disso, o mercado mantém atenção ao trigo onde pode surgir algum suporte para o milho, caso a China sinalize com maiores compras de trigo de origem Estados Unidos.

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de milho na semana. As dicas são do analista da consultoria Safras e Mercado, Paulo Molinar.

  • Governo pressiona Departamento de Meio Ambiente para liberar a utilização do etanol no ciclo de verão, hoje restrito por suposição a contribuição com o efeito estufa;
  • Governo pode liberar um uso de etanol mínimo de 10 para 15% junto a gasolina a qualquer momento;
  • Apesar disso, produção de etanol nos EUA não aumenta devido à fraca exportação das últimas semanas. Brasil maior comprador dos Estados Unidos tem reduzido as importações;
  • Há rumores de um possível acordo comercial em reunião que estaria sendo agendada para o final de janeiro com participação do alto escalão de EUA e China. Sem acordo novas tarifas entrarão em vigor em março;
  • Números privados para a safra nova nos EUA devem começar a surgir a partir de fevereiro;
  • Mercado segue ignorando clima na América do Sul e quebra brasileira;
  • Mercado interno entra agora em um perfil diferente de comercialização;
  • Fretes começam a subir, logística fica voltada para a soja, os fluxos internos de milho ficam mais limitados a regiões mais próximas do consumo e mercado terá que se abastecer de acordo com a disponibilidade oferecida pelo produtor;
  • Muitos consumidores sem qualquer posição de estoque a apostando na entrada da safra de verão como ponto de abastecimento;
  • Atrasos de colheita no verão e pouca disposição de venda pelo produtor podem acelerar este quadro de preços mais firmes;
  • Rio Grande do Sul e Santa Catarina terão colheitas iniciando nos próximos dias e servirão como abastecimento pontual de curto prazo;
  • Até a colheita da segunda safra de milho, o produtor poderá impor alguma retração de venda do milho de verão enquanto não verificar se a segunda safra está fora de risco climático;
  • Mercado interno precisará antecipar vendas na exportação da safrinha 2019 devido à chance de uma produção satisfatória neste ano.

Fonte: Canal Rural
Foto Capa: Leonardo Rodrigues
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