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VÍDEO | Como surgem as pintas? Veja quando elas preocupam

As pintas fazem parte da pele de muitas pessoas e, na maioria das vezes, são benignas. Conhecidas como nevos melanocíticos, elas surgem pelo agrupamento de células responsáveis pela produção de melanina. No Panorama Pontual, você entende por que essas marcas aparecem, quais mudanças merecem atenção e como identificar possíveis sinais de alerta para o melanoma por meio da regra ABCDE.

Como surgem as pintas na pele? Saiba identificar os sinais de alerta

A maioria das pintas é benigna, mas alterações no tamanho, formato ou cor precisam de avaliação dermatológica.

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As pintas fazem parte da pele de muitas pessoas e podem surgir em diferentes fases da vida. Algumas aparecem ainda na infância, outras durante a adolescência e também podem surgir na fase adulta. Conhecidas cientificamente como nevos melanocíticos, essas pequenas marcas são formadas pelo agrupamento de células chamadas melanócitos, responsáveis pela produção da melanina, pigmento que dá cor à pele.

Embora as células que dão origem aos nevos já estejam presentes no organismo desde o nascimento, poucas pessoas nascem com essas marcas. Na maioria dos casos, as pintas aparecem ao longo dos anos, com maior frequência durante a infância e a adolescência.

Esse processo costuma diminuir na vida adulta, especialmente por volta dos 30 anos. Ainda assim, novas pintas podem surgir depois dessa idade.

Por que as pintas têm aparências diferentes?

As pintas podem apresentar diferentes tamanhos, formatos e tonalidades, variando entre o marrom-claro, o marrom-escuro e até o preto. Algumas são planas, enquanto outras ficam mais elevadas, formando pequenas saliências na pele.

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Também é possível que uma pinta mude de aparência com o passar dos anos. Algumas ficam mais salientes ou apresentam alterações de coloração conforme o envelhecimento da pele.

A maioria dos nevos é benigna. No entanto, conhecer as características das próprias pintas é importante para perceber quando alguma delas apresenta mudanças fora do padrão habitual.

Regra ABCDE ajuda a identificar sinais de alerta

Algumas lesões podem apresentar características semelhantes às de uma pinta comum, mas estar relacionadas ao melanoma, um tipo de câncer de pele que se desenvolve a partir dos melanócitos.

Uma das orientações utilizadas pelos dermatologistas para observar possíveis alterações é a regra ABCDE:

  • A — Assimetria: quando uma metade da pinta é diferente da outra.
  • B — Bordas: presença de contornos irregulares ou mal definidos.
  • C — Cores: variação de tonalidades dentro da mesma lesão.
  • D — Diâmetro: atenção especial a pintas com mais de 6 milímetros.
  • E — Evolução: mudanças no tamanho, formato, cor ou aparência ao longo do tempo.

Pintas que começam a coçar, sangrar ou apresentam alterações persistentes também precisam ser avaliadas por um especialista.

Toda pinta precisa ser retirada?

Não. A retirada de uma pinta não é necessária em todos os casos. A decisão depende de uma avaliação médica, que considera as características da lesão e a possibilidade de malignidade.

Quando existe suspeita, o dermatologista pode indicar a retirada para análise, procedimento conhecido como biópsia, que ajuda a identificar a presença de células cancerígenas.

Também não é recomendado tentar retirar pintas em casa ou utilizar produtos para eliminá-las sem orientação profissional.

Como cuidar da saúde da pele?

Observar regularmente a pele é uma medida importante. A atenção deve incluir regiões que nem sempre ficam expostas ao sol, como as costas, o couro cabeludo e a planta dos pés.

A proteção solar também deve fazer parte da rotina, com uso de protetor adequado, roupas de proteção e cuidados nos horários de maior intensidade da radiação ultravioleta.

Embora a maioria das pintas seja benigna, identificar alterações precocemente pode fazer diferença no diagnóstico e no tratamento do câncer de pele. Por isso, ao perceber mudanças de tamanho, formato, cor, coceira ou sangramento, procure um dermatologista.