Férias de julho exigem planejamento para evitar dívidas, alerta especialista em economia

Férias de julho exigem planejamento para evitar dívidas, alerta especialista em economia
O professor e mestre em Economia Luiz Carlos Marques Ongaratto participou do PN7 em Pauta e apresentou orientações para que as famílias aproveitem as férias de julho sem comprometer o orçamento.

As férias escolares de julho representam um período de descanso, lazer e convivência entre as famílias. No entanto, esse momento também costuma aumentar as despesas com viagens, passeios, alimentação e entretenimento. Por isso, o planejamento financeiro se torna fundamental para evitar dívidas e preservar a saúde do orçamento doméstico.

Durante entrevista ao PN7 em Pauta, o professor e mestre em Economia Luiz Carlos Marques Ongaratto explicou que as famílias podem aproveitar as férias sem comprometer as finanças. Segundo ele, organização e consumo consciente fazem toda a diferença.

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Planejamento evita problemas financeiros

Luiz Carlos destacou que muitas pessoas deixam o planejamento para a última hora. Como consequência, acabam utilizando crédito sem necessidade ou assumindo parcelas que comprometem os meses seguintes.

Segundo o economista, a família deve definir previamente quanto pretende gastar e estabelecer prioridades antes mesmo do início das férias.

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Além disso, ele recomenda reservar recursos ao longo do ano para custear viagens ou passeios maiores. Dessa forma, o lazer acontece sem comprometer outras despesas importantes.

Lazer não depende de grandes gastos

O especialista ressaltou que momentos de qualidade em família não precisam envolver viagens caras ou consumo excessivo.

Pelo contrário, atividades simples, passeios em parques, visitas a familiares ou programas gratuitos também proporcionam boas experiências.

Para Luiz Carlos, cada família deve organizar as férias de acordo com sua realidade financeira, sem tentar acompanhar padrões de consumo apresentados nas redes sociais.

Pequenas despesas também merecem atenção

Durante a entrevista, o economista alertou para os chamados gastos invisíveis.

Lanches, aplicativos de entrega, brinquedos, cinemas e pequenas compras parecem insignificantes quando analisados separadamente. Entretanto, ao longo do mês, esses valores podem comprometer uma parte importante da renda familiar.

Por isso, ele recomenda que os pais estabeleçam um limite de gastos antes do início das férias e acompanhem diariamente as despesas realizadas.

Educação financeira começa dentro de casa

Outro ponto destacado foi a importância de ensinar crianças e adolescentes a lidar com dinheiro desde cedo.

Segundo Luiz Carlos, os pais podem envolver os filhos no planejamento dos passeios, explicar como funciona o orçamento familiar e mostrar que toda compra exige escolhas.

Assim, as crianças desenvolvem responsabilidade financeira desde cedo e chegam à vida adulta mais preparadas para administrar seus próprios recursos.

Cartão de crédito exige responsabilidade

O professor explicou que o cartão de crédito não representa um problema por si só. No entanto, seu uso sem planejamento costuma provocar endividamento.

Segundo ele, muitas pessoas confundem o limite disponível com renda extra. Na prática, cada compra realizada hoje precisará ser paga na fatura dos próximos meses.

Além disso, o excesso de parcelamentos reduz a capacidade financeira da família e dificulta o controle do orçamento.

Julho também é momento de reorganizar as finanças

O economista lembrou que julho marca a metade do ano e oferece uma boa oportunidade para revisar o planejamento financeiro.

Ele orienta que cada família faça um levantamento das receitas, despesas fixas e gastos variáveis. Depois disso, fica mais fácil identificar desperdícios e definir metas para o restante do ano.

Dessa maneira, o segundo semestre começa com maior organização e mais segurança financeira.

Consumo consciente garante tranquilidade

Ao encerrar a entrevista, Luiz Carlos reforçou que lazer e responsabilidade financeira podem caminhar juntos.

Segundo ele, quem planeja com antecedência consegue aproveitar melhor as férias, evita dívidas e reduz o estresse financeiro nos meses seguintes.

Por fim, o economista destacou que educação financeira não significa deixar de aproveitar a vida, mas fazer escolhas conscientes para preservar o equilíbrio das finanças e garantir mais tranquilidade para toda a família.

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Lorrane Alves

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