“Não me conformo”, diz sogra que tomou golpe milionário do genro

“Não me conformo”, diz sogra que tomou golpe milionário do genro
"Não me conformo", diz sogra que tomou golpe milionário do genro (Foto: Pixabay)

“Não me conformo.” A fala é de uma idosa que denunciou o genro por um golpe que teria dado R$ 30 milhões de prejuízo, em Goiânia. A Delegacia Especializada no Atendimento ao Idoso da capital investiga.

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Consta no inquérito policial que o assédio sobre a idosa por investimentos conjuntos começou em 2018, quando o suspeito entrou para a família. Em 2021, se tornou mais intenso, quando, durante a pandemia, o suspeito e a filha da vítima foram morar na casa dos sogros.

Ele começou a convencê-la de que havia opções de investimentos seguros. Conforme o advogado da idosa, Leonardo Lacerda Jubé, ela queria ajudar o genro a começar a vida empresarial para ter um futuro com segurança para a família deles. Ela chegou a fazer um repasse de R$ 5 milhões para serem aplicados em bitcoins. Com o passar do tempo, ele foi convencendo a sogra a realizar mais investimentos, sem nunca prestar contas.

“Minha filha se casou, engravidou e, como morava em um apartamento pequeno, eu a convidei para morar em minha casa. Ele passava o tempo todo ao meu lado. Ele tem o poder de convencimento, acreditei mais nele do que nos meus próprios filhos. Sempre dizia que estava tudo bem, tudo dando certo”, desabafa.

O casal morou na casa dos sogros durante oito meses, mas o assédio e os golpes duraram cerca de um ano e meio, conforme a polícia. “O dinheiro que entrava, ele passava para o CPF dele e sumia com os valores”, relata ela.

Foi tentado uma solução extrajudicial, mas o homem disse que não tinha contas a prestar, pois se tratava de uma relação familiar. Com isso, a mulher entrou com ação na esfera cível e criminal. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, inclusive, já determinou que o empresário preste contas do que fez com o dinheiro que captou da sogra para investimentos e constituição de empresas.

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Nas tentativas de rastrear o dinheiro que a empresária repassou de boa-fé ao genro, constatou-se que ele atua irregularmente no mercado financeiro, sem cadastro junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que pode configurar “esquema de pirâmide”.

Fonte: Mais Goiás
Foto: Pixabay
Jornalismo Portal Pn7

Redação Portal PaNoRaMa

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