VÍDEO | Polícia Civil conclui caso de jovem deixado morto na UPA de Jataí e aponta legítima defesa
A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH) de Jataí, concluiu o inquérito que apurou a morte de um jovem de 25 anos ocorrida no dia 1º de fevereiro de 2026, em Jataí, no sudoeste de Goiás.
O caso ganhou repercussão à época após a vítima ser deixada já sem sinais vitais na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), durante a madrugada. Na ocasião, um grupo chegou ao local em um veículo, deixou o jovem e saiu sem fornecer informações detalhadas sobre o ocorrido, o que dificultou a identificação inicial das circunstâncias do fato.
Jovem é deixado sem vida na UPA de Jataí durante a madrugada e caso é investigado
A vítima foi posteriormente identificada como Jefferson Rodrigues da Silva. Desde então, o caso passou a ser investigado pelas forças de segurança.
Com o avanço das apurações, a Polícia Civil identificou que o crime ocorreu no Bar da Maria, no Setor Dom Benedito. Segundo o inquérito, a vítima estava no local com outras pessoas quando houve uma abordagem ao autor, um homem de 40 anos.
De acordo com a investigação, o grupo teria iniciado agressões físicas contra o investigado. Em seguida, a vítima teria avançado em direção ao autor portando uma arma de fogo. Ao tentar efetuar um disparo, a arma falhou.
Nesse momento, o autor reagiu com um golpe de faca, atingindo o peito da vítima, que caiu ao solo e foi posteriormente levada por terceiros até a UPA, onde já chegou sem vida.
As investigações também apontaram inconsistências nos depoimentos de testemunhas, que apresentaram versões divergentes das imagens de videomonitoramento analisadas pela equipe policial. As gravações indicam que a vítima estava armada e que houve tentativa de perseguição ao autor após o ocorrido.
Outro ponto levantado pela Polícia Civil é que o investigado vinha sendo ameaçado anteriormente por pessoas ligadas à vítima, em um contexto que envolve possível ligação com o tráfico de drogas.
Durante as diligências, o GIH solicitou mandados de busca e apreensão em endereços ligados a testemunhas, diante de indícios de crimes como falso testemunho, posse irregular de arma de fogo e tráfico de drogas. Parte das medidas foi autorizada pela Justiça.
Na manhã desta quinta-feira (26), equipes cumpriram mandado em um imóvel vinculado a testemunhas, com o objetivo de localizar a arma de fogo utilizada no caso e apreender celulares. Durante a ação, uma das pessoas tentou danificar um dos aparelhos.
Com a conclusão do inquérito, a autoridade policial sugeriu o arquivamento do caso, ao entender que a conduta do autor ocorreu em contexto de legítima defesa.
A decisão final caberá ao Ministério Público, que irá analisar o material reunido e decidir pelo oferecimento ou não de denúncia.
Foto: Divulgação/Grupo Way
Jornalismo Portal Pn7
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