Jataí decreta situação de emergência climática após perdas superiores a 50% na safrinha de milho

A Prefeitura de Jataí assinou nesta terça-feira o Decreto de Situação de Emergência Climática, reconhecendo oficialmente os prejuízos causados pela estiagem às lavouras de milho da segunda safra de 2026. A medida foi fundamentada em um laudo técnico elaborado pelo Sindicato Rural de Jataí, que constatou perdas expressivas na produção em razão da escassez de chuvas durante a janela de plantio da safrinha.
O estudo foi coordenado pelo Sindicato Rural de Jataí e contou com a participação voluntária de engenheiros agrônomos, responsáveis pelas vistorias realizadas em propriedades rurais do município. O trabalho também teve o apoio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural, que colaborou na elaboração do diagnóstico técnico que serviu de base para o decreto.
Segundo o levantamento, a produtividade média das lavouras de milho sofreu uma redução de 51,05%, com propriedades registrando perdas que variam entre 20% e 80%, evidenciando a gravidade dos impactos provocados pelo prolongado déficit hídrico.
Com o reconhecimento oficial da situação de emergência, os produtores rurais poderão buscar acesso a instrumentos previstos para reduzir os impactos econômicos da estiagem. Entre as medidas estão a possibilidade de prorrogação de operações de crédito rural, acionamento de seguros agrícolas e acesso a outras políticas públicas voltadas ao apoio do setor agropecuário.
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O Sindicato Rural de Jataí destacou que a assinatura do decreto representa um importante avanço para o agronegócio do município e agradeceu aos engenheiros agrônomos que participaram voluntariamente das vistorias, à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Rural pela parceria técnica e à Prefeitura de Jataí pela agilidade na análise e assinatura do decreto.
Para a entidade, a atuação conjunta entre produtores, profissionais da área, poder público e instituições demonstra a importância da cooperação para enfrentar os desafios impostos pelas condições climáticas e buscar alternativas que minimizem os prejuízos enfrentados pelos agricultores.
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