Inflação acelera em maio e pressiona custo de vida com alta de alimentos e energia

Inflação acelera em maio e pressiona custo de vida com alta de alimentos e energia

A inflação voltou a ganhar força em maio e impactar diretamente o bolso dos brasileiros. Dados divulgados nesta quarta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, registrou alta de 0,62% no mês.

O resultado foi influenciado pela elevação em oito dos nove grupos analisados, com destaque para alimentação e bebidas e habitação, que concentraram os maiores impactos no índice.

No acumulado de 12 meses, a inflação atingiu 4,64%, se aproximando do teto da meta estabelecida para 2026, que é de 4,5%. Já no acumulado do ano, entre janeiro e maio, o índice soma alta de 3,02%.

O principal fator de pressão veio do grupo alimentação e bebidas, que registrou alta de 1,38% e respondeu por 0,30 ponto percentual da inflação total do mês. Dentro desse grupo, a alimentação no domicílio teve forte influência, mesmo apresentando leve desaceleração em relação a abril.

Entre os itens que mais encareceram estão a batata-inglesa, com aumento expressivo de 26,29%, o tomate (12,97%), o leite longa vida (6,07%) e as carnes (1,98%). Por outro lado, alguns produtos apresentaram queda, como a maçã (-2,32%) e o café moído (-2,09%), ajudando a conter parcialmente a alta.

Outro destaque foi o grupo habitação, que teve variação de 1,03% e contribuição de 0,15 ponto percentual no índice. O avanço foi puxado principalmente pela alta da energia elétrica residencial, que subiu 2,16%, além do aumento na taxa de água e esgoto.

A elevação na conta de luz está relacionada à adoção da bandeira tarifária amarela, que adiciona custo extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Também pesaram os reajustes tarifários aplicados em capitais como Fortaleza, Salvador e Recife.

Entre os demais grupos, saúde e cuidados pessoais apresentou alta de 1,05%, despesas pessoais subiram 0,50% e vestuário avançou 0,36%. Comunicação também teve alta de 0,36%, enquanto artigos de residência subiram 0,21% e educação registrou leve variação de 0,01%. O único grupo com recuo foi o de transportes, que caiu 0,33%.

O cenário mantém a inflação como ponto de atenção para a economia brasileira, especialmente pelo impacto direto em itens essenciais do dia a dia, como alimentação e energia — fatores que também afetam o custo de vida no interior, incluindo municípios do sudoeste goiano, onde despesas básicas têm peso significativo no orçamento das famílias.

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Gessica Vieira

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