iFood confirma vazamento de dados de 1,2 milhão de usuários no Brasil

iFood confirma vazamento de dados de 1,2 milhão de usuários no Brasil

A empresa de delivery iFood confirmou, nesta quarta-feira (3), o vazamento de dados cadastrais de aproximadamente 1,2 milhão de usuários em todo o país. O número representa cerca de 2% da base total de clientes da plataforma.

Segundo informações da própria empresa, o incidente ocorreu em dezembro do ano passado e foi rapidamente identificado e contido pelos sistemas internos de segurança.

De acordo com o posicionamento oficial, os dados expostos incluem apenas informações cadastrais, como nome completo e CPF. O iFood destacou que não houve acesso a senhas, dados bancários ou qualquer informação relacionada a pagamentos.

Em nota, a empresa informou que segue adotando medidas para reforçar a proteção dos dados dos usuários. O comunicado também ressalta que a companhia atua em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), buscando aprimorar constantemente seus mecanismos de segurança.

No entanto, informações divulgadas por um portal especializado em tecnologia apresentam uma versão diferente sobre a possível origem do incidente. Segundo esse relato, a falha teria ocorrido em uma plataforma interna utilizada para atender solicitações de autoridades públicas, o que ainda não foi confirmado oficialmente pelo iFood.

Ainda conforme essa versão, a vulnerabilidade teria permitido a extração gradual de dados ao longo de meses, dificultando a detecção pelos sistemas de monitoramento. Há também a suspeita de motivação financeira por parte dos responsáveis, que teriam tentado negociar as informações obtidas.

Outra divergência envolve a quantidade de dados afetados. Enquanto o iFood confirma 1,2 milhão de usuários impactados, há alegações de que o volume pode ser maior. Até o momento, não existem comprovações que sustentem números superiores.

Especialistas em segurança digital alertam que, mesmo sem o vazamento de dados sensíveis como senhas ou informações bancárias, os dados cadastrais podem ser utilizados em golpes de engenharia social. Nesses casos, criminosos utilizam informações reais para se passar por empresas e tentar obter novos dados das vítimas.

A orientação para os usuários é redobrar a atenção com contatos suspeitos, evitar compartilhar informações pessoais e sempre verificar a autenticidade de mensagens recebidas em nome de empresas.

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Gessica Vieira

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