Agronegócio Top Destaque

Goiás tem 8 casos de ferrugem asiática, um deles em Jataí

A doença pode afetar até 90% da produção por meio da desfolha precoce das plantas...

Nesta safra 2018/2019 Goiás havia registrado até a última terça-feira (8) oito casos de Ferrugem Asiática em cinco cidades. Em Jataí, foi registrado um foco da doença no último dia 5. Rio Verde possui três ocorrências, Campo Alegre de Goiás (2), Caiapônia (1) e Chapadão do Céu (1). Os dados foram divulgados pelo Consórcio Antiferrugem, que é uma parceria público-privada no combate à Ferrugem Asiática da soja. O primeiro caso da safra no estado foi detectado no último dia 17, em Rio Verde.

Por meio de uma publicação no Instagram, o Sindicato Rural de Jataí emitiu um alerta aos produtores da região. “Redobrem o monitoramento e aplicações preventivas para evitarem prejuízos em suas lavouras, uma vez que a doença se dissipa rapidamente por meio do vento”, declarou em um trecho. O estado brasileiro que tem mais focos é o Paraná, com 48, seguido do Rio Grande do Sul, com 33. Em Mineiros, desde o início de dezembro os produtores rurais já estavam em situação de alerta, fazendo aplicações preventivas de fungicidas e intensificando o monitoramento das lavouras.

De acordo com o engenheiro agrônomo Jefferson Souza, que atua como consultar agrícola na região, a doença pode afetar até 90% da produção por meio da desfolha precoce das plantas infectadas. “Isso compromete a formação e o enchimento das vagens. É necessário que os produtores da nossa região adotem as medidas de controle, como a aplicação de fungicidas e o próprio monitoramento das lavouras”, aponta.

Primeiro caso

O primeiro relato no site do Consórcio Antiferrugem nesta safra foi em Marechal Cândido Rondon (PR), em 31 de outubro, cadastrado pelas cooperativas Copagril e Copacol. “A semeadura cedo, associada às plantas de soja voluntárias (guaxas) com ferrugem que sobraram do vazio sanitário e as condições favoráveis, com chuvas bem distribuídas, fez com que as primeiras ocorrências da ferrugem fossem antecipadas em até um mês em relação à safra 2017/2018”, explica a pesquisadora Claudia Godoy, da Embrapa Soja.

Fonte: Verde Vale 103
Foto Capa: Divulgação
Jornalismo Portal Panorama