Goiás amplia ações para proteger o Cerrado com tecnologia e participação comunitária

Goiás está reforçando as estratégias de proteção do Cerrado com ações que combinam planejamento ambiental, monitoramento tecnológico, combate ao desmatamento e participação das comunidades. As medidas fazem parte de uma política com metas estabelecidas para o período de 2026 a 2029.
Entre as iniciativas está o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento, Queimadas e Incêndios Florestais. A proposta reúne ações voltadas à produção sustentável, fiscalização, regularização fundiária, monitoramento e criação de instrumentos para fortalecer a preservação da vegetação nativa.
Uma das metas estabelecidas é ampliar a identificação e o bloqueio de áreas onde forem constatados desmatamentos ilegais. O Estado também pretende aumentar a apreensão de equipamentos utilizados em crimes ambientais e criar um núcleo especializado em inteligência ambiental.
A tecnologia terá papel importante nesse processo. Ferramentas de geoprocessamento devem auxiliar os municípios na identificação de possíveis irregularidades e tornar mais ágil a atuação dos órgãos responsáveis pela fiscalização.
Além da fiscalização, a estratégia prevê maior participação dos moradores das regiões onde o Cerrado está mais vulnerável. No Nordeste goiano, o projeto PSA Brigadas prevê remuneração para pessoas capacitadas que atuam no monitoramento, na prevenção e no apoio ao combate inicial de incêndios florestais.
A iniciativa contempla municípios como Cavalcante, Teresina de Goiás, Nova Roma, São Domingos, Alto Paraíso de Goiás e Colinas do Sul. Os participantes passam por formação técnica junto ao Corpo de Bombeiros e podem receber R$ 267,24 por turno de até 12 horas, com limite de 15 turnos mensais, conforme as regras do programa.
A política ambiental também busca fortalecer atividades econômicas ligadas à conservação. Programas de Pagamento por Serviços Ambientais já contemplam proprietários rurais que mantêm vegetação nativa e, em outra frente, comunidades indígenas e quilombolas podem receber recursos para desenvolver projetos relacionados à sociobiodiversidade.
Outra medida adotada pelo Estado foi a criação do Gabinete de Ações Integradas, que reúne órgãos estaduais para melhorar a coordenação das respostas durante períodos de estiagem e risco de incêndios. A estrutura também está relacionada ao Plano de Contingência Estadual para a estiagem de 2026.
Com a combinação de monitoramento, fiscalização, prevenção e participação social, Goiás busca ampliar a capacidade de conservação do Cerrado e, ao mesmo tempo, estimular atividades econômicas que dependem da preservação dos recursos naturais.








