VÍDEO | Giro do Agro tomate, suíno, café, óleos vegetais e boi gordo

VÍDEO | Giro do Agro tomate, suíno, café, óleos vegetais e boi gordo
AgroBr reúne informações sobre tomate industrial, mercado de suínos, óleos vegetais, café conilon e boi gordo.

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Giro do Agro destaca tomate industrial, mercado pecuário e produção de café

O agronegócio brasileiro acompanha diferentes movimentos nos mercados agrícola e pecuário. No AgroBr – Episódio 134, os destaques passam pela liderança de Goiás na produção de tomate industrial, pela alta do suíno, pelas perspectivas para os óleos vegetais, por uma pesquisa sobre produtividade do café conilon e pela valorização do boi gordo e do bezerro.

Goiás lidera produção de tomate industrial

Goiás encerrou 2025 como o maior produtor de tomate do Brasil, com cerca de 1,6 milhão de toneladas, o equivalente a 35% da produção nacional.

Quando o recorte é o tomate destinado à indústria, a participação goiana chega a aproximadamente 70% do segmento.

A produção se beneficia das características do Cerrado, do clima mais seco durante o período de cultivo, da disponibilidade de irrigação, do relevo favorável à mecanização e do desenvolvimento tecnológico das propriedades.

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O tomate industrial é produzido principalmente entre março e setembro, durante a estação seca, período em que os pivôs de irrigação têm papel importante no desenvolvimento das lavouras.

Outro fator destacado é a proximidade entre as áreas de produção e as indústrias. Como o tomate é altamente perecível, a logística precisa ser rápida para que o fruto chegue ao processamento poucas horas depois da colheita.

Suíno registra primeira alta do ano

Os preços do suíno vivo e da carcaça suína subiram em setembro pela primeira vez em 2026. Segundo o Cepea, o movimento foi influenciado pela redução da oferta e pelo aumento da demanda no mercado doméstico.

A indústria também apresentou ritmo mais intenso de negócios durante o mês. Apesar da valorização do suíno vivo e da carcaça, os preços dos cortes suínos recuaram em setembro.

Para o início de outubro, a perspectiva apontada pelos agentes consultados pelo Cepea é de um mercado mais aquecido, influenciado pelo aumento sazonal da demanda das famílias e pela formação de estoques para as festividades de fim de ano.

Óleos vegetais podem ter alta no mercado global

Os preços dos óleos vegetais podem subir nos próximos meses e até 2027 diante de uma oferta mais restrita no mercado internacional.

A avaliação é de Thomas Mielke, diretor-executivo da Oil World. Entre os fatores apontados estão as interrupções nos embarques de óleo de girassol pelo Mar Negro e a redução das exportações de óleo de soja da América do Sul.

Caso não seja estabelecido um corredor de navegação seguro, os embarques de óleo de girassol da Rússia e da Ucrânia podem ficar entre 300 mil e 350 mil toneladas abaixo do potencial mensal, a partir de outubro.

A situação pode aumentar a demanda da Índia por óleo de palma. O país é o maior importador mundial de óleos comestíveis e recentemente reduziu de 10% para zero a tarifa básica de importação do óleo de girassol bruto.

Já as exportações de óleo de soja da América do Sul passaram pelo pico sazonal e devem diminuir a partir de outubro.

Preparo do solo pode aumentar produtividade do café

Uma pesquisa publicada em 2025 na revista Scientia Agricola apontou que o preparo profundo do solo, combinado com adubação mineral e orgânica, pode elevar em até 30% a produtividade acumulada do café conilon em cinco colheitas.

O experimento foi realizado em São Gabriel da Palha, no Espírito Santo, com diferentes formas de preparo do solo, em profundidades de até 1,5 metro, associadas ao uso de fertilizantes minerais, esterco de frango e biochar.

Os pesquisadores observaram melhorias nas características químicas do solo e efeitos positivos sobre a produção.

O estudo também reforça a importância de avaliar diferentes camadas do solo, já que o adensamento pode dificultar o crescimento das raízes e limitar o acesso à água e aos nutrientes. A Embrapa recomenda avaliações das camadas de 0 a 20 e de 20 a 40 centímetros para identificar possíveis limitações.

Boi gordo sobe 5,42% em setembro

O mercado pecuário encerrou setembro com valorização nos principais indicadores da cadeia. Segundo análise do Cepea, a menor oferta de animais prontos para abate durante a entressafra e a melhora das exportações ajudaram a sustentar os preços.

Em São Paulo, o Indicador Cepea/Esalq do boi gordo acumulou alta de 5,42% em setembro, chegando a R$ 363,05 por arroba no dia 29.

A carcaça casada também registrou alta, de 3,08%, com média de R$ 24,74 por quilo nos negócios à vista.

Na reposição, o destaque foi o bezerro. O Indicador do Bezerro Cepea/Esalq, em Mato Grosso do Sul, chegou a R$ 3.437,62 por cabeça no dia 28, o maior valor da série histórica do Cepea, iniciada em 2000.

De janeiro a setembro de 2026, o boi gordo acumulou alta de 10%, enquanto o bezerro avançou 10,65%. No mesmo período, a carcaça casada subiu 6,1% e o boi magro teve valorização de 5,81%.

Davi Martins Farias

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