Falta de mão de obra qualificada afeta expansão da inseminação artificial

Agronegócio Notícias

A inseminação artificial é uma das principais ferramentas para melhorar a genética dos rebanhos. É um mercado que movimenta por ano, cerca de R$ 400 milhões, entretanto, apesar de ser uma técnica que garante melhorias genéticas e lucro financeiro, apenas 10% das matrizes dos rebanhos no Brasil são inseminadas. E um dos principais entraves encontrados pelo pecuarista é a falta de mão de obra qualificada.

SESC

Em várias propriedades, tanto de gado leiteiro quanto de corte, para aumentar a eficiência produtiva do rebanho, têm-se decidido por investir em cursos de capacitação de mão de obra. Dessa forma, o treinamento é feito muitas vezes na própria fazenda, com a ajuda de um profissional. O kit completo com materiais para inseminação custa, em média, R$ 2 mil. Já o curso de capacitação de mão de obra sai por aproximadamente R$ 350, mas vale ressaltar que é um investimento que o produtor faz com garantia de retorno econômico. Este, é dividido em duas etapas: uma teórica e outra prática e é realizado em aproximadamente 5 dias, visto que se trata de uma técnica bastante simples.

De acordo com a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (ASBIA), no Brasil, esta prática atinge cerca de 10% das matrizes, enquanto que em outros países como Estados Unidos e Holanda, este número é em torno de 90%. De acordo com o último levantamento, feito em março deste ano, o mercado de inseminação cresceu 5,5%. O estado que possui o maior número de vacas inseminadas é o Rio Grande do Sul, com cerca de 50%, já em relação à pecuária de corte, Mato Grosso lidera, com 17% do rebanho. Outro ponto de destaque é a Inseminação Artificial em Tempo Fixo (Iatf), técnica muito utilizada no gado de corte, que cresceu 80 vezes nos últimos 10 anos, ainda segundo a ASBIA.

Para especialistas nesta área, como veterinários e zootecnistas, a inseminação artificial precisa ser muito mais consolidada no Brasil. É uma tecnologia que trás inúmeros benefícios para o produtor, mas que infelizmente ainda não possui políticas de incentivo por parte de frigoríficos e laticínios para que haja a melhoria genética do rebanho e com isso tenham produtos de melhor qualidade oferecidos no mercado.

Rosana de Carvalho / Foto: Alex Alves – Site PaNoRaMa

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.