Colunista: Jackelyne Dutra – CRMV-GO 05767

Eutanásia é o ato de promover o óbito do paciente sem dor e sofrimento. Se a eutanásia é proibida para seres humanos, porque ela é permitida para os animais? É justo tirar a vida de um ser? Essa é uma questão muito polêmica, e envolve crenças e religião.

A eutanásia deve ser sempre feita pelo médico veterinário. E após todas as tentativas possíveis de tratamento e cura de doenças. Infelizmente, muitos proprietários pedem pela eutanásia por falta de tempo ou dinheiro para cuidar do animal.

O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) elaborou um guia de boas práticas para a eutanásia de animais, que leva em consideração o fato de que os animais são capazes de sentir, interpretar e responder a estímulos dolorosos e ao sofrimento. Esse guia serve para orientar veterinários e donos de animais na tomada da decisão sobre a eutanásia e os métodos utilizados.

De acordo com o guia, a eutanásia será indicada quando:

O bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sem possibilidade de controle por analgésicos ou sedativos; A condição do animal for uma ameaça à saúde pública (se estiver com raiva, por exemplo); O animal doente colocar em risco outros animais ou o meio ambiente; O animal representar custos incompatíveis com a atividade produtiva a que se destina (animais destinados ao consumo humano, por exemplo) ou com os recursos financeiros do proprietário (aí entra o caso das entidades protetoras ou hospitais veterinários).

Uma vez decidida a eutanásia, o médico veterinário vai utilizar métodos que reduzam ao máximo a ansiedade, o medo e a dor do animal. O método também deverá gerar a perda imediata da consciência, seguida da morte. Precisa ainda ser seguro o suficiente para garantir que o animal não sobreviva ao procedimento, o que causaria ainda mais dor e sofrimento.

O médico veterinário pode se negar a fazer a eutanásia caso não concorde com os motivos ou tenha tratamento a enfermidade desse animal e chances de viver. A eutanásia deve ser indicada quando: o bem-estar do animal estiver comprometido de forma irreversível, sendo um meio de eliminar a dor e/ou o sofrimento dos animais, os quais não podem ser controlados por meio de analgésicos, sedativos ou de outros tratamentos”.

Colunista: Jackelyne Dutra – CRMV-GO 05767
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Foto Capa: Internet

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1 comentário

  1. E quanto aos animais de rua q não teem nenhum tipo de assistencia e estao em estado terminal ou sofrendo , o q pode ser feito se uma pessoa se deparar com ral situação?.

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