Estiagem causa prejuízo de R$ 1,3 bilhão às lavouras goianas, diz Faeg

Agronegócio
O agricultor Marcos Gorgen, calcula perdas grandes em sua lavoura de milho que fica em Jataí. Faltou chuva no momento em que as plantas estavam em desenvolvimento.
O agricultor Marcos Gorgen, calcula perdas grandes em sua lavoura de milho que fica em Jataí. Faltou chuva no momento em que as plantas estavam em desenvolvimento. Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

A Federação de Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg) estima que produtores rurais tiveram um prejuízo de R$ 1,3 bilhão por causa da estiagem que atinge o estado desde o começo deste ano. Durante todo o último mês de janeiro, choveu apenas 140 milímetros, o que corresponde 56% abaixo da média dos últimos 13 anos.

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Por causa da escassez de chuvas, em Goiás já perdeu 1,4 bilhão de toneladas de soja. O presidente da Faeg, José Mário Schreiner avisou que a situação é crítica e está deixando os agricultores receosos em relação a colheita.

“Nós estamos na iminência do plantio da safrinha e os produtores estão muito preocupados como proceder. E o milho enfrenta um outro problema, porque além dos preços baixos, que estão sinalizados hoje pelo mercado, ainda enfrenta um problema climático que pode trazer prejuízos enormes a toda economia do estado”, avalia.

"Aqui não tem mais solução. Pode ver que até as espigas ficaram deformadas. O calor muito intenso secou o pólen antes do tempo", explica o engenheiro agrônomo Jair Barrachi.
“Aqui não tem mais solução. Pode ver que até as espigas ficaram deformadas. O calor muito intenso secou o pólen antes do tempo”, explica o engenheiro agrônomo Jair Barrachi. Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Na região sudoeste, onde mais se produz grãos em Goiás, a estiagem já começa a atingir o bolso dos produtores. O agricultor Marcos Gorgen, calcula perdas grandes em sua lavoura de milho que fica em Jataí. Faltou chuva no momento em que as plantas estavam em desenvolvimento.

“De 80% [o prejuízo] para mais eu acredito. Os grãos não encheram. A espiga tá aí, mas pequena, o milho não cresceu”, lamenta.

Nesta época do ano, é comum colher a soja e, ao mesmo tempo, plantar o milho safrinha. Porém, isso não foi possível. “Aqui não tem mais solução. Pode ver que até as espigas ficaram deformadas. O calor muito intenso secou o pólen antes do tempo”, explica o engenheiro agrônomo Jair Barrachi.

Previsão
Apesar da situação crítica, as notícias em relação ao tempo não são boas. Segundo Rosidalva Lopes, superintendente de políticas e programas de pesquisa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Sectec), a previsão de chuva é somente a partir do dia 13 de fevereiro.

Ela explica que desde que o órgão implementou o sistema de monitoramento do clima, a 13 anos, nunca houve um mês de janeiro tão atípico em relação a pouca quantidade de chuvas.

“Tecnicamente, o que está acontecendo é que as frentes subtropicais não estão conseguindo avançar, chegar na região sudeste e se alinhar com a umidade da Amazônia”, esclarece.

Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

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