Entenda por que alguns postos devem vender combustíveis mais caros em Goiás

Entenda por que alguns postos devem vender combustíveis mais caros em Goiás
Aumento dos combustíveis. Postos de gasolina começam a aumentar os preços após a reoneração dos combustíveisFoto: Agência Brasil

Os motoristas de Goiás e outros estados do Brasil devem se preparar, pois os litros de combustíveis ficarão mais caros em alguns estabelecimentos.

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Em um anúncio divulgado na última sexta-feira (07/06), a rede Ipiranga informou que, a partir da data, o valor do produto será reajustado. No entanto, o percentual ainda não foi revelado.

Mesmo com o anúncio da Ipiranga, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Goiás (Sindiposto), Márcio Andrade, afirma que a decisão não é unânime no segmento.

Ao Portal, ele revela que as demais redes de postos de combustíveis do estado ainda não ‘bateram o martelo’ sobre a decisão e aguardam a divulgação dos novos valores da rede Ipiranga.

“Oficialmente, até o momento, só a Ipiranga anunciou. Os postos vão conhecer o novo valor só a partir de amanhã e aí vai depender da decisão de cada empresário seguir ou não com esse aumento”, explica.

Na prática, segundo ele, a proposta limita o ressarcimento em dinheiro, em alguns casos, e, em outros, algumas empresas não poderão mais usar os créditos para abater o pagamento de outros tributos, como imposto de renda e contribuição previdenciária.

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Motivo

O principal motivo que fomentou a decisão se deve a uma medida provisória do Governo Federal que restringiu o uso de créditos tributários de PIS/Cofins para pagamentos de débitos de outros tributos federais das próprias empresas.

Segundo o órgão, a proposta serve para compensar as perdas em relação à desoneração da folha de pagamento para 17 setores e pequenos municípios. Devido a ação, as instituições terão que desembolsar mais dinheiro do caixa para bancar as obrigações a partir do dia 20.

Em nota, o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) afirmou que a medida trará um impacto de, pelo menos, R$ 10 bilhões, além de poder elevar o preço da gasolina de 4% a 7% e de 1 a 4% no diesel.

“[…] a Medida fere o princípio da não cumulatividade e interfere no direito do contribuinte ao crédito, viola direito de propriedade, da razoabilidade e da segurança jurídica, comprometendo a confiança no sistema legal e tributário brasileiro”, diz um trecho.

Por Gabriella Pinheiro
Foto: Agência Brasil
Jornalismo Portal Pn7

Redação Portal PaNoRaMa

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