Os produtores rurais de Goiás devem ficar atentos ao calendário de atualização dos rebanhos. A segunda etapa da Declaração de Rebanho 2026 será realizada entre os dias 1º e 30 de novembro e é obrigatória para quem mantém animais de produção ou criação abrangidos pelas regras da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa).
O procedimento deve ser feito preferencialmente pela internet, por meio do Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). Quem tiver dificuldades poderá procurar atendimento presencial nos escritórios da Agrodefesa, presentes em 239 municípios goianos.
Além da obrigação cadastral, a declaração interfere diretamente na movimentação de animais. A partir de 1º de novembro, propriedades que não estiverem com os rebanhos declarados poderão enfrentar restrições para emitir Guias de Trânsito Animal (GTAs), documento necessário para o transporte regular de animais.
Quais animais precisam ser declarados?
A atualização é obrigatória para produtores que possuam bovinos, bubalinos, equinos, muares, asininos, caprinos, ovinos, aves e suínos de subsistência, animais aquáticos e abelhas.
Na declaração, o responsável deve informar a quantidade exata de animais existentes na propriedade, com a classificação por espécie, sexo e faixa etária, conforme os campos aplicáveis.
Também é necessário considerar as mudanças ocorridas desde a última atualização, incluindo nascimentos, mortes e outras alterações que tenham modificado o tamanho ou a composição do rebanho.
Essas informações permitem que a Agrodefesa acompanhe a situação dos plantéis e organize ações de vigilância, prevenção e controle sanitário.
Movimentação de animais terá restrições a partir de novembro
A Portaria nº 173/2026 da Agrodefesa estabelece que, a partir de 1º de novembro, fica proibido o trânsito de animais quando a propriedade de origem ou de destino não estiver com o rebanho declarado no Sidago.
A restrição não se aplica aos animais destinados ao abate.
As GTAs emitidas antes do início da etapa terão validade somente até 31 de outubro. A partir de novembro, a emissão de novas guias ficará condicionada à conclusão da declaração.
Isso exige atenção especial dos produtores que pretendem comercializar, transferir ou transportar animais nos primeiros dias do mês.
Leilões, feiras e exposições pecuárias continuarão permitidos. Entretanto, a movimentação dos animais participantes dependerá da regularidade da declaração da propriedade de destino.
O diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, recomenda que os produtores com movimentações programadas para o início de novembro façam a atualização logo no primeiro dia do prazo.
“Sem a declaração concluída, o sistema não permite a emissão de GTA. Por isso, é importante não deixar para a última hora”, orienta.
Como fazer a Declaração de Rebanho 2026?
O procedimento on-line deve ser realizado no Sidago, utilizando o login e a senha do titular da propriedade rural.
Caso a declaração seja preenchida por outra pessoa, como um familiar, funcionário ou prestador de serviço, será necessário utilizar um acesso de procurador.
Esse acesso pode ser cadastrado no próprio sistema, mediante procuração registrada em cartório, seguindo as orientações disponibilizadas pela Agrodefesa.
Não são aceitas declarações encaminhadas por e-mail, fax, correio ou aplicativos de mensagens.
Em propriedades que estejam em situação de espólio, o procedimento deverá ser realizado exclusivamente de forma presencial, em uma Unidade Local da Agrodefesa, mediante apresentação da documentação que comprove a condição do espólio e a legitimidade do responsável.
O que acontece com quem não declarar o rebanho?
O produtor que deixar de cumprir as exigências previstas na Portaria nº 173/2026 estará sujeito às sanções estabelecidas na legislação, incluindo multa e bloqueio da propriedade.
As restrições podem comprometer a movimentação regular dos animais e gerar dificuldades para atividades que dependem da emissão de GTA.
Por isso, a recomendação é conferir antecipadamente os dados cadastrados, verificar o acesso ao Sidago e organizar as informações sobre os animais existentes na propriedade.
Atualização fortalece a defesa sanitária em Goiás
Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a declaração permite que o Estado trabalhe com informações mais precisas sobre a pecuária goiana.
“Os dados gerados pelas declarações proporcionam uma base sólida para o planejamento e a execução das nossas ações. Lá na frente isso se converte em maior sanidade para os nossos rebanhos, maior confiança dos mercados e maior desenvolvimento para o agronegócio goiano como um todo”, afirma.
A atualização cadastral também contribui para o planejamento de medidas sanitárias e para a manutenção da confiança dos mercados na produção agropecuária do estado.
O prazo para a segunda etapa da Declaração de Rebanho 2026 começa em 1º de novembro e termina no dia 30 do mesmo mês.
Os produtores podem obter orientações diretamente nos escritórios da Agrodefesa ou nos canais oficiais do órgão.





