Polícia descarta ligação entre morte de menina de 2 anos e mortes de dois tios em Doverlândia

Polícia descarta ligação entre morte de menina de 2 anos e mortes de dois tios em Doverlândia

A Polícia Civil de Goiás descartou, até o momento, qualquer ligação entre a morte da pequena Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 2 anos, e as mortes de dois familiares da criança registradas dias depois em uma propriedade rural de Doverlândia, no sudoeste goiano. As informações foram divulgadas após o surgimento de especulações sobre uma possível relação entre os casos.

Maria Fernanda desapareceu na zona rural do município no dia 15 de junho e foi encontrada sem vida dois dias depois, nas proximidades do Rio Paraíso. As investigações conduzidas pela Polícia Civil apontam que não foram identificados sinais de violência ou participação de terceiros no caso. A principal linha investigativa indica que a criança deixou a residência sozinha e acabou se perdendo em uma área de mata antes de chegar ao local onde foi encontrada.

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De acordo com informações da perícia, a causa da morte está associada a fatores como hipotermia, desidratação e um quadro de afogamento atípico. Os laudos preliminares também indicam que a menina morreu cerca de 24 horas antes de ser localizada pelas equipes de resgate.

Dias após a tragédia, dois tios da criança, identificados como Nenê do Tino e Carlos Júnior, foram encontrados mortos dentro de um tanque de leite em uma fazenda da região. Segundo as informações preliminares apuradas pelas autoridades, pai e filho realizavam a limpeza da estrutura quando teriam sido intoxicados por gases acumulados no interior do equipamento.

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A Polícia Civil informou que não há elementos que indiquem qualquer relação entre os dois episódios. Enquanto a morte da menina segue esclarecida pela linha investigativa de acidente, o caso envolvendo os familiares continua sendo analisado para confirmação da causa das mortes por meio de exames periciais.

As ocorrências causaram grande comoção em Doverlândia e em municípios vizinhos do sudoeste goiano, especialmente pela proximidade temporal entre os fatos e pelo impacto gerado na mesma família. As autoridades reforçam, porém, que as investigações apontam para eventos independentes e sem conexão criminosa identificada até o momento.

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Gessica Vieira

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