Confira as marcas de azeites fraudados em testes realizados pelo MAPA
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) divulgou nesta quarta feira (12), a lista das marcas de azeites que apresentaram algum tipo de irregularidade em testes realizados por fiscais deste ministério. Foram inspecionadas 279 amostras de 214 lotes no total, sendo que destes, 38,7% apresentaram problemas e deste valor, 79% relacionam-se com a baixa qualidade do produto.
De acordo com o MAPA, a fraude mais comum feita pelas empresas envazadoras é a utilização de óleo vegetal com azeite lampante, o qual possui cheiro forte e acidez elevada e é extraído de azeitonas deterioradas ou fermentadas. Este tipo de azeite não deve ser utilizado na alimentação. No Paraná, por exemplo, os fiscais identificaram empresas que comercializam o produto como sendo azeite de oliva, mas na verdade, em sua composição havia 85% de óleo de soja e 15% de lampante.
O azeite de oliva, conhecido por seus diversos benefícios à saúde, pode ser classificado em três tipos: o extra virgem (acidez menor que 0,8%), virgem (acidez entre 0,8% e 2%) e lampante (acidez maior que 2%). Destes, somente os dois primeiros podem ser utilizados in natura na alimentação. Já o lampante, deve ser primeiramente refinado e depois disso pode ser consumido, sendo classificado como azeite de oliva refinado.
As empresas que tiveram irregularidades identificadas foram denunciadas ao Ministério Público, tiveram seus produtos apreendidos para descarte, além de terem sido autuadas e multadas em até R$ 532 mil. Será aberto também inquérito policial.
Clique no link para conferir a lista com as marcas de azeite que não estão em conformidade com as normas legais segundo o MAPA.
Rosana de Carvalho – Site PaNoRaMa
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