Concursos públicos 2026: orçamento prevê mais de 160 mil vagas

Concursos públicos 2026: orçamento prevê mais de 160 mil vagas

Sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026 prevê mais de 163 mil vagas destinadas a concursos públicos no âmbito federal. O quantitativo inclui tanto candidatos aprovados em seleções já realizadas quanto vagas reservadas para novos certames que poderão ser autorizados ao longo do ano.

De acordo com o Ministério da Gestão e Inovação (MGI), responsável pelas contratações na administração pública federal, a existência de espaço orçamentário não significa garantia automática de abertura de novos concursos. Segundo a pasta, cada caso dependerá de uma “análise criteriosa”, levando em conta necessidades administrativas, limites fiscais e prioridades do governo.

Ao todo, a LOA autoriza 78.674 vagas para criação de cargos e outras 85.128 vagas para provimento, que correspondem à nomeação de candidatos aprovados. Também estão previstas 3.652 vagas referentes à segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), modelo que centraliza seleções para diversos órgãos federais em um único processo.

Entenda o Concurso Nacional Unificado

O Concurso Nacional Unificado (CNU) é um modelo de seleção pública criado pelo governo federal com o objetivo de centralizar, em uma única prova, o ingresso de servidores em diferentes órgãos e entidades da administração pública. Em vez de cada instituição realizar seu próprio concurso, as vagas são organizadas por áreas de atuação, chamadas de blocos temáticos.

Nesse formato, o candidato pode concorrer a vários cargos dentro do mesmo bloco com apenas uma prova. O modelo busca reduzir custos, acelerar contratações, padronizar critérios de seleção e ampliar a transparência e a eficiência dos concursos públicos federais. As provas são aplicadas simultaneamente em todo o país, o que amplia o acesso de candidatos fora dos grandes centros urbanos. A classificação ocorre por bloco temático, e a alocação dos aprovados depende da nota obtida e da ordem de preferência indicada no momento da inscrição.

Divisão das vagas previstas na LOA

Segundo o orçamento aprovado, a distribuição geral das vagas ocorre da seguinte forma:

  • Poder Executivo: 155.381 vagas

  • Poder Judiciário: 6.983 vagas

  • Poder Legislativo: 271 vagas

  • Defensoria Pública da União: 810 vagas

  • Ministério Público da União: 357 vagas

Previsão de nomeações

No Poder Legislativo, estão previstas nomeações para:

  • Câmara dos Deputados: 120 vagas

  • Senado Federal: 100 vagas

  • Tribunal de Contas da União (TCU): 51 vagas

No Poder Judiciário, a previsão contempla:

  • Supremo Tribunal Federal (STF): 255 vagas

  • Superior Tribunal de Justiça (STJ): 454 vagas

  • Justiça Federal: 719 vagas

  • Justiça Militar da União: 90 vagas

  • Justiça Eleitoral: 1.654 vagas

  • Justiça do Trabalho: 717 vagas

  • Justiça do Distrito Federal e dos Territórios: 426 vagas

  • Conselho Nacional de Justiça (CNJ): 103 vagas

No Ministério Público da União, as nomeações previstas são:

  • Ministério Público Federal: 247 vagas

  • Ministério Público Militar: 10 vagas

  • Ministério Público do Distrito Federal e Territórios: 20 vagas

  • Ministério Público do Trabalho: 70 vagas

  • Escola Superior do Ministério Público: 2 vagas

  • Conselho Nacional do Ministério Público: 8 vagas

Para a Defensoria Pública da União, estão previstas 210 vagas para nomeação.

Órgãos que podem abrir novos concursos

Além das nomeações já previstas, a LOA indica órgãos que podem abrir novos concursos públicos, caso haja autorização do governo. Entre eles estão:

  • Supremo Tribunal Federal: 200 vagas

  • Superior Tribunal de Justiça: 330 vagas

  • Justiça Federal: 419 vagas

  • Justiça Militar da União: 240 vagas

  • Justiça Eleitoral: 804 vagas

  • Justiça do Trabalho: 332 vagas

  • Defensoria Pública da União: 600 vagas

A expectativa de milhares de vagas reforça o cenário favorável para candidatos que almejam ingressar no serviço público federal. No entanto, o governo ressalta que a efetiva abertura dos concursos dependerá de decisões administrativas ao longo de 2026.

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Víctor Santana Costa

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