Saúde e Bem Estar

Cientistas descobrem o horário em que o corpo mais queima calorias

Pesquisa indica qual o período do dia que o organismo gasta mais energia naturalmente...

Um novo estudo indica que pode haver uma hora do dia em que o corpo naturalmente queima mais calorias, provavelmente graças aos ritmos circadianos, que controlam o relógio interno do organismo e os ciclos do sono e do despertar.

Em repouso, os humanos queimam cerca de 10% a mais de calorias no final da tarde do que tarde da noite. Isso equivale a cerca de 130 calorias queimadas sem qualquer esforço da pessoa neste período.

Se isso está acontecendo todos os dias, você pode imaginar que com o tempo isso poderia aumentar.

Publicada na revista Current Biology, a pesquisa se concentrou na queima de calorias em repouso. Não está claro se as pessoas deveriam reagendar seus exercícios físicos e refeições nesta hora. Na verdade, o que pode ser mais relevante é evitar a queda de calorias do corpo na madrugada e no início da manhã.

Digamos que nos levantamos uma hora ou duas antes e tomemos o café da manhã uma hora ou duas antes. Podemos estar comendo café da manhã não apenas em um momento em que nosso corpo pode não estar preparado para lidar com ele, mas em um momento em que precisamos de menos energia para manter nossas funções. Portanto, o mesmo café da manhã pode resultar em calorias extras armazenadas, porque não precisamos delas para manter nossas funções corporais.

A análise
Os resultados dos estudo ainda são preliminares pois apenas sete pessoas foram analisadas. Mas os cientistas declararam que a pequena amostra permitiu que eles conduzissem experimentos de laboratório que regulavam vários fatores, desde a dieta até a exposição à luz das pessoas. Com isso, foi possível detectar o impacto natural dos ritmos circadianos.

Por 37 dias, os homens e mulheres do estudo (que tinham entre 38 e 69 anos) viveram em um laboratório sem relógios, janelas, telefones ou internet. Eles também tiveram os seus horários de sono e refeições controlados.

Isso fez com que o relógio corporal dos participantes “parasse”, forçando o ritmo circadiano a operar com base em fatores internos, permitindo que os pesquisadores observassem a função biológica do corpo durante a manhã, tarde e noite.

Todos usaram sensores que mediam suas temperaturas corporais. Com isso, os cientistas puderam medir o gasto de energia: quanto mais alta a temperatura, mais calorias a pessoa estava queimando. Eles também descobriram que a temperatura era mais baixa quando os ritmos circadianos correspondiam com o começo da noite e início da manhã, e, no máximo, 12 horas depois, no final da tarde.

A noite não é uma criança
Essas descobertas têm um significado especial para os profissionais noturnos. Pesquisas já demonstraram que o trabalho de madrugada está associado a uma série de problemas de saúde, incluindo obesidade, diabetes tipo 2 e câncer. Este novo estudo acrescenta à ideia de que as doenças podem estar relacionadas com rupturas do ritmo circadiano.

O relógio biológico é cronometrado para estarmos prontos para fazermos coisas em horários regulares do dia e sermos funcionais. Quando fazemos coisas como ficar acordado à noite toda para trabalhar, vamos contra o relógios biológico interno. Não será otimizado para lidar com o fato de que você está comendo às 3 horas da madrugada, quando normalmente não comemos nada durante a noite.

Mais análises são necessárias para saber como as descobertas afetam os indivíduos. O estudo contribui para o entendimento sobre a importância dos ritmos circadianos. Esta é outra função metabolicamente relacionada que nossos corpos têm e que também varia com a hora do dia. Temos esses relógios dentro de nós que precisam ser sincronizados e mantidos em sincronia com o ambiente externo.

Fonte: Revista Galileu
Jornalismo Portal Panorama

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Redação Portal PaNoRaMa

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