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Brasil avança na produção mundial de algodão com mais tecnologia no campo

O Brasil deve encerrar a safra 2025/26 com 4,14 milhões de toneladas de pluma de algodão, segundo a Conab. O avanço da cotonicultura amplia o uso de tecnologias de precisão, biotecnologia e melhoramento genético para aumentar produtividade, qualidade e competitividade.

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Brasil avança na produção mundial de algodão com mais tecnologia no campo

O Brasil deve encerrar a safra 2025/26 com produção recorde de 4,14 milhões de toneladas de pluma de algodão, segundo o 12º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado em setembro de 2026.

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O resultado coloca o país como o terceiro maior produtor mundial de algodão, atrás de China e Índia. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontam que o Brasil responde por aproximadamente 15,4% da produção mundial, com 18,75 milhões de fardos de 480 libras.

O crescimento da cotonicultura também vem acompanhado da incorporação de tecnologias de precisão, biotecnologia e ferramentas de análise aos processos produtivos.

Produtividade cresce mesmo com redução de área

De acordo com a Conab, a área cultivada com algodão na safra 2025/26 deve ficar em aproximadamente 2,02 milhões de hectares, uma redução de 3,2%.

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Mesmo com a menor área, a produtividade cresceu 4,9%, chegando ao recorde de 2.053 quilos de pluma por hectare.

Com isso, a produção brasileira deve superar em 1,5% o resultado da temporada anterior.

O avanço mostra a importância de aumentar a eficiência produtiva sem depender exclusivamente da expansão das áreas cultivadas.

Tecnologia chega ao laboratório

O crescimento da produção também está relacionado ao desenvolvimento de tecnologias aplicadas ao melhoramento genético do algodão.

Ferramentas moleculares podem auxiliar pesquisadores e empresas na identificação de genes de interesse, desenvolvimento de novas cultivares e validação genética dos materiais utilizados no campo.

Segundo Tatiani Janegitz, gerente de Desenvolvimento de Mercado – Agronegócio da Loccus, tecnologias como automação laboratorial, extração e purificação de DNA e RNA e PCR em tempo real podem acelerar processos de seleção e caracterização genética.

Essas ferramentas também podem contribuir para o desenvolvimento de variedades mais produtivas, resistentes a doenças e adaptadas às diferentes regiões produtoras.

Exportações também batem recorde

O protagonismo brasileiro no algodão também aparece no comércio internacional.

Segundo a Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o Brasil exportou 3,37 milhões de toneladas entre agosto de 2025 e julho de 2026, crescimento de 19% em relação ao ano comercial anterior.

As exportações movimentaram US$ 5,3 bilhões, consolidando o país como maior exportador mundial da fibra.

Qualidade e sustentabilidade ganham espaço

Com o crescimento da participação brasileira no mercado internacional, fatores como qualidade da fibra, eficiência, rastreabilidade e sustentabilidade passam a ter ainda mais peso na competitividade da cadeia.

Nesse cenário, tecnologias de análise molecular e automação podem ajudar a obter respostas mais rápidas, reduzir perdas, aprimorar o uso de insumos e ampliar o controle dos processos produtivos.

O avanço da cotonicultura brasileira mostra uma atividade cada vez mais integrada à ciência e à tecnologia, desde o melhoramento genético até a produção e a comercialização da fibra.