Calor faz consumo de energia disparar em Goiás e aumenta atenção com a conta de luz

O calor que marca a chegada dos meses mais quentes do ano também pode pesar no orçamento das famílias de Goiás. Dados de consumo residencial dos últimos dois anos mostram aumento próximo de 30% no uso de energia elétrica entre agosto e outubro, período em que aparelhos de climatização e refrigeração costumam permanecer ligados por mais tempo.
Em 2024, o consumo médio das residências goianas passou de 184 kWh em agosto para aproximadamente 239 kWh em outubro. No ano seguinte, o comportamento se repetiu: a média ficou em torno de 190 kWh em agosto e chegou a cerca de 240 kWh em outubro.
O aumento ocorre principalmente porque as temperaturas mais elevadas ampliam a utilização de equipamentos como ar-condicionado e ventiladores. A geladeira também pode trabalhar por mais tempo para manter a temperatura interna, contribuindo para o crescimento do consumo.
Outro ponto importante é que o aumento da quantidade de energia utilizada pode elevar o valor da fatura mesmo quando não há cobrança adicional relacionada à bandeira tarifária.
Para outubro de 2026, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu a bandeira verde. Nesse cenário, não há cobrança adicional sobre o consumo decorrente do sistema de bandeiras. Ainda assim, o valor final da conta continua relacionado à quantidade de quilowatts-hora (kWh) utilizada pelo consumidor.
Ar-condicionado exige atenção
Entre os equipamentos que podem aumentar significativamente o consumo durante os períodos de calor, o ar-condicionado merece atenção especial. A recomendação é evitar temperaturas muito baixas e manter o aparelho em 23 °C ou mais, além de realizar a limpeza dos filtros e a manutenção periódica.
Filtros sujos podem prejudicar o funcionamento do equipamento e exigir mais esforço para climatizar o ambiente, o que pode contribuir para um consumo maior de eletricidade.
No caso dos ventiladores, uma medida simples é desligá-los quando não houver ninguém no ambiente. Como o aparelho não reduz a temperatura do cômodo, mantê-lo ligado em um espaço vazio representa gasto de energia sem benefício direto.
A geladeira também pode ser utilizada de forma mais eficiente. Evitar abrir a porta repetidamente, conferir a vedação e respeitar o espaço recomendado pelo fabricante para ventilação são cuidados que ajudam a reduzir desperdícios.
Durante os dias quentes, outra alternativa é utilizar o chuveiro elétrico em uma posição de menor aquecimento. A mudança reduz a quantidade de energia necessária para o funcionamento do equipamento durante o banho.
Como acompanhar o consumo
Uma das formas mais simples de identificar o impacto do calor na conta de luz é observar o histórico de consumo apresentado na própria fatura.
Em vez de analisar somente o valor em reais, o consumidor pode comparar a quantidade de kWh utilizada em cada mês. Essa avaliação permite perceber alterações no padrão de consumo e identificar períodos em que o uso de equipamentos elétricos aumentou.
Acompanhar esses números também pode ajudar a família a modificar hábitos antes que o crescimento do consumo resulte em uma conta significativamente mais alta.








