Até que ponto a sombra beneficia ou prejudica o pasto?

A presença de árvores nas áreas de pastagem é uma estratégia cada vez mais utilizada pelos pecuaristas para proporcionar conforto térmico ao rebanho. No entanto, especialistas alertam que o excesso de sombra pode comprometer o desenvolvimento do capim e reduzir a produtividade das pastagens quando o manejo não é realizado de forma adequada.
Segundo especialistas em manejo de pastagens, o equilíbrio entre sombra e luminosidade é essencial para garantir bons resultados tanto para os animais quanto para a produção de forragem. Enquanto a sombra ajuda a reduzir o estresse térmico dos bovinos, favorecendo o ganho de peso e o bem-estar, a diminuição excessiva da luz solar limita a fotossíntese das plantas forrageiras.
Quando a copa das árvores se torna muito densa, o bloqueio da radiação solar pode provocar redução no crescimento do capim, degradação da pastagem e até favorecer o aparecimento de plantas invasoras. Por isso, o planejamento do sistema silvipastoril deve considerar a distribuição das árvores e a intensidade do sombreamento ao longo da área utilizada pelo rebanho.
Os especialistas destacam que algumas cultivares apresentam maior tolerância às condições de sombra. Entre elas estão materiais como a BRS Piatã e a BRS Ipyporã, desenvolvidos para manter bom desempenho mesmo em ambientes com menor incidência de luz. Espécies do gênero Cynodon também podem apresentar boa adaptação em determinadas condições de manejo.
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A escolha correta da forrageira, aliada ao manejo das árvores, é considerada fundamental para preservar a produtividade da propriedade. O objetivo é aproveitar os benefícios proporcionados pelo conforto térmico dos animais sem comprometer a produção de alimento disponível no pasto.
No Centro-Oeste, onde as altas temperaturas são frequentes durante grande parte do ano, sistemas integrados entre árvores e pecuária continuam sendo uma alternativa importante para aumentar a sustentabilidade da atividade. No entanto, técnicos reforçam que o sucesso desse modelo depende de planejamento, monitoramento constante e adoção de práticas adequadas de manejo para manter o equilíbrio entre bem-estar animal e produtividade das pastagens.
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