Aprosoja Goiás alerta para queda na rentabilidade e reforça importância da gestão no campo durante o PN7 em Pauta
O consultor técnico da Aprosoja Goiás, Leonardo Machado, foi o participante da entrevista do programa PN7 em Pauta desta quinta-feira (16). Durante a conversa, ele apresentou um panorama atual do agronegócio e destacou os principais desafios enfrentados pelos produtores rurais.
Logo no início, Leonardo explicou que a Aprosoja atua na defesa dos interesses dos produtores de soja e milho. Além disso, a entidade trabalha em áreas como questões ambientais, tributárias, logística e mercado. O objetivo, segundo ele, é aumentar a eficiência e a rentabilidade no campo.
Safra com menor produtividade e custos mais altos
Ao analisar a safra 2025/2026, o consultor apontou dificuldades importantes. Segundo ele, o ciclo foi marcado por atraso no plantio e aumento nos custos de produção.
Como consequência, a colheita também atrasou. Além disso, as chuvas demoraram a se regularizar. Por isso, a produtividade caiu em relação ao ano anterior.
Enquanto na safra passada a média chegou a cerca de 70 sacas por hectare, neste ciclo a estimativa gira entre 65 e 66 sacas. Ao mesmo tempo, os custos aumentaram. Dessa forma, a margem do produtor ficou mais apertada.
Safrinha depende do clima
Em relação à safrinha, Leonardo Machado afirmou que o cenário ainda é incerto. Segundo ele, o produtor fez sua parte e realizou o plantio dentro do período adequado.
No entanto, agora o resultado depende das condições climáticas. Caso haja chuvas nos meses seguintes, a expectativa é de uma produção satisfatória. Caso contrário, o risco de perdas aumenta.
Seguro rural é essencial, mas ainda limitado
O consultor também destacou a importância do seguro rural. Segundo ele, essa ferramenta protege não apenas o produtor, mas toda a cadeia econômica ligada ao agronegócio.
Por outro lado, Leonardo alertou que o seguro ainda não atende à demanda. Em Goiás, menos de um milhão de hectares foram segurados, enquanto a área plantada supera oito milhões.
Diante disso, ele defendeu melhorias na política pública para ampliar o acesso ao seguro.
Gestão se torna palavra-chave no campo
Apesar das dificuldades, Leonardo Machado afirmou que o agronegócio continua sendo uma das atividades mais competitivas do país. No entanto, ele reforçou a necessidade de cautela.
Segundo ele, o produtor precisa investir em gestão. Isso inclui controle de custos, planejamento e análise de riscos.
Além disso, ele destacou que o cenário atual exige atenção tanto na produção quanto na comercialização. Hoje, segundo o especialista, o produtor precisa dividir seu foco entre produzir e vender bem.
Custos elevados pressionam o setor
Entre os principais fatores de preocupação, o consultor citou o aumento dos custos. O diesel mais caro impacta diretamente as operações no campo e o transporte da produção.
Além disso, fertilizantes também registraram alta significativa. Como exemplo, ele citou o MAP, que teve aumento expressivo no preço nos últimos meses.
Diante desse cenário, Leonardo orientou os produtores a buscarem mais eficiência. Isso inclui o uso racional de insumos, tecnologia e melhor gestão logística.
União entre produtores pode reduzir impactos
Outro ponto destacado foi a importância da atuação coletiva. Segundo Leonardo Machado, a participação em cooperativas e associações pode ajudar a reduzir custos e aumentar a competitividade.
Além disso, a união permite melhores condições de compra e venda. Também facilita a troca de experiências entre produtores.
Goiás se mantém competitivo no agro
Mesmo com os desafios, o consultor afirmou que Goiás segue em posição de destaque. O estado apresenta alta produtividade e grande potencial de crescimento.
Segundo ele, áreas de pastagem podem ser convertidas em lavoura, o que amplia a produção sem necessidade de desmatamento.
Além disso, novos investimentos no setor fortalecem ainda mais o agronegócio goiano.
Produção cresce, mas renda preocupa
Leonardo Machado também explicou um cenário que preocupa produtores. Apesar do aumento na produção, a rentabilidade não acompanha esse crescimento.
Segundo ele, isso ocorre por três fatores principais: mercado internacional instável, juros elevados e aumento dos custos de produção.
Diante disso, ele resumiu o momento com uma expressão comum no campo: “silo cheio e bolso vazio”.
Aprosoja atua em defesa do produtor
Por fim, o consultor reforçou o papel da Aprosoja Goiás. A entidade atua em frentes como logística, questões tributárias, meio ambiente e manejo agrícola.
Além disso, oferece informações estratégicas para ajudar o produtor na tomada de decisões.
Leonardo Machado encerrou com um recado direto: o produtor não está sozinho. Segundo ele, a Aprosoja está à disposição para apoiar e fortalecer o agronegócio no estado.
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