Apesar de greve na UFG, pró-reitor diz que não deve cancelar semestre

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O pró-reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Luiz Melo, afirmou na tarde desta sexta-feira (11), que, apesar da greve na instituição, o semestre letivo não deve ser cancelado. Os alunos temem pela situação uma vez que a paralisação dos professores já dura mais de 40 dias. “Os estudantes podem ficar absolutamente tranquilos em relação a isso. Mas é certo que haverá atraso no calendário”, afirmou.

Melo explicou que o calendário das aulas será refeito somente após o término da greve. por isso, não há como precisar as datas da volta às aulas e do término do segundo semestre deste ano.

Apenas após o fim da greve é que vamos ver essa questão. Como já temos mais de 40 dias de greve dos docentes, as aulas do segundo semestre de 2015 não se encerrarão na data prevista. Como não existe previsão, tudo ainda está em aberto”, salientou.

O estudante de agronomia André Luiz Espíndola afirmou que a greve tem atrapalhado o planejamento dos alunos. “Você tem que pegar matéria nas férias depois, então ocupa seu tempo, seu lazer no final do ano”, diz.

Os funcionários técnico-administrativos já haviam paralisado suas atividades no último dia 28 de maio. Meses depois, os professores também aderiram à greve. A principal reivindicação dos servidores é o reajuste salarial.

Apesar da situação, alguns docentes seguem ministrando aulas. É o caso de Cleyton Luiz, que acredita que o momento vivido pelo país não é propício para a ação. “Sou favorável a algumas pautas, embora nós não nos encontremos em uma situação econômica pra fazer uma greve e ir adiante por muito tempo”, afirmou.

Formatura
Segundo Melo, quando os técnico-administrativos da unidade entraram em greve, todas as colações de grau previstas no calendário foram canceladas. “A UFG tem um calendário de colações de grau já definido. Quando a greve dos técnicos se iniciou, nós pedimos autorização para cumprir esse calendário e essa autorização não nos foi dada. Então, cancelamos todas as cerimônias de colação de grau previstas em Goiânia para agosto, setembro”, explicou.

Conforme o pró-reitor, algumas turmas entraram com uma ação judicial e conseguiram realizar suas formaturas nas datas previstas anteriormente. Alguns alunos também entraram com ações de forma individual e conseguiram pegar os diplomas sem a cerimônia coletiva, no formato de colação de grau especial.

Negociações
O governo federal ofereceu um reajuste de 21,3% dividido em quatro anos. Um dos diretores do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior do Estado de Goiás (Sint-Ifesgo), João Pires Junior, informou que a categoria formulou uma contra proposta, que foi apresentada durante uma reunião realizada na quarta-feira (10).

Diante do cenário político e econômico, chegamos à conclusão que não há como arrancar do governo o índice relativo às nossas perdas. Para não ficar pior, queremos pelo menos a reposição de 2015 e 2016. Estamos postergando para um momento mais propicio a briga por toda essa perda”, afirmou.

Segundo o diretor, os principais pedidos consistem em um reajuste de 9,5% em 2016, referente à inflação de 2015; e um aumento de 5,5% em 2017, com uma cláusula de revisão em 2016, caso o índice de inflação seja maior.

Conforme o diretor, o Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão (MPOG), deve analisar a proposta e dar uma resposta em uma nova reunião agendada para a próxima quarta-feira (16).

Segundo o sindicato, já foram realizadas quatro rodadas de negociações. “O governo tem atendido, tem negociado, só que de maneira não satisfatória. Não coloca prazo e não coloca medidas efetivas”, afirmou Silvânia de Cássia Lima, coordenadora de imprensa Sint-ifesgo.

Do G1 Goiás

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