Potencial para investimentos internacionais no agronegócio goiano é tema de Diálogo com Embaixadas

Potencial para investimentos internacionais no agronegócio goiano é tema de Diálogo com Embaixadas

Representantes de embaixadas da Tanzânia, Belarus, Irlanda, Canadá, Venezuela e Indonésia, além de um empresário da China, estiveram reunidos no Auditório 3 da Tecnoshow COMIGO 2026, nesta segunda-feira (6/4), para a reunião “Diálogo com Embaixadas”, parte da programação da feira realizada até 10 de abril, em Rio Verde (GO).

No encontro das embaixadas nesta edição, instituições do setor apresentaram um panorama sobre a tecnologia desenvolvida e aplicada em Goiás, assim como os potenciais para investimentos no Estado.

O gerente de Geração e Difusão de Tecnologia na Cooperativa COMIGO, Eduardo Hara, citou como exemplo o projeto de uma nova planta de processamento de soja em Palmeiras de Goiás (cidade a 177 km de Rio Verde), com capacidade para 6 mil toneladas/dia, além da construção de um terminal ferroviário de alta capacidade.

“São passos fundamentais para acelerar nossa distribuição global e aumentar a eficiência operacional da cooperativa, afinal, nosso objetivo é entregar ao produtor o ambiente ideal para que ele supere desafios e continue produzindo em terra fértil, garantindo a sobrevivência e o abastecimento da humanidade”, afirmou.

Nesse contexto, o chefe de Administração da Embrapa Soja, Rogério de Sá Borges, declarou que o protagonismo brasileiro é fruto de um trabalho intenso de tropicalização da cultura, permitindo que a soja seja cultivada em praticamente todas as latitudes do país, e que a ciência caminha para soluções cada vez mais naturais e específicas.

“Na Embrapa, seguimos focados na estabilidade produtiva, garantindo que o material genético seja resistente a pragas e às variações climáticas cada vez mais severas”, definiu e acrescentou: “Na Embrapa trabalhamos em eixos como a genética avançada e os bioinsumos, utilizando soluções 100% naturais e altamente eficientes que, somadas à agricultura digital e ao uso de imagens multiespectrais, elevam o patamar de precisão e sustentabilidade da nossa produção”.

Conectando o conhecimento científico ao mercado, o diretor de Mobilidade e Integração Global da Universidade de Rio Verde (UniRV), Ricardo Padilha, ressaltou que o conhecimento de ponta não precisa vir apenas dos grandes centros.

“Por meio do nosso Agrohub, oferecemos um ecossistema onde indústria, produtores e academia trabalham juntos; também dispomos de fazendas inteligentes para testes em campo real e uma estação meteorológica própria para pesquisas em agricultura resiliente ao clima e atuamos como ponte definitiva entre o conhecimento científico e as soluções prontas para o mercado, garantindo que a tecnologia desenvolvida nos laboratórios chegue de forma eficiente ao produtor rural”, declarou.

O docente do Instituto Federal de Goiás (IFGoiano), Gustavo Castoldi, pontuou a importância de uma infraestrutura laboratorial de excelência voltada para gerar soluções reais para o campo. “Esse formato permite que o governo, a academia e as empresas desenvolvam projetos em conjunto, de maneira rápida e flexível, validando soluções em ambientes reais de produção e garantindo que o conhecimento gerado pelos nossos 16 mil alunos chegue às mãos do produtor como um produto final eficiente”, resumiu.

Impacto social que estimula o avanço do agro

Se a inovação nasce nos laboratórios e centros de excelência dos institutos federais, é por meio da extensão rural que ela ganha escala e transforma a vida de quem está no campo. O diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural da Emater Goiás, Kin Gomides, defendeu para os representantes dos países que, com a assistência técnica correta, o pequeno produtor se emancipa e torna-se um empreendedor rural.

“Exemplo disso é que, no último ano, atendemos mais de 15 mil famílias e vimos agricultores que iniciaram atividades do zero, como a produção de ovos, e hoje alcançam receitas acima de R$ 4 mil mensais. Eles estão devolvendo benefícios sociais porque se tornaram empresários produtores de fato”, complementou.

Nesse sentido, o Sistema FAEG/SENAR apresentou o impacto da qualificação profissional e o papel das novas tecnologias na sucessão familiar. O analista de inovação do SENAR Goiás, Miguel Barbosa, destacou que a instituição atua conectando o conhecimento teórico às demandas reais do mercado por meio do Campo Lab, o hub de inovação do sistema que completa dez anos em 2026.

“Fomentamos o surgimento de startups que resolvem gargalos de produtividade, garantindo que o jovem permaneça no campo com uma visão empreendedora e tecnológica, elevando o patamar de gestão de toda a cadeia produtiva. Assim, estamos garantindo que o conhecimento chegue a quem realmente faz o agro acontecer, desde a educação básica até a formação técnica especializada”, finalizou Barbosa.

Fonte: Tecnoshow Comigo 2026
Foto: Tecnoshow Comigo 2026
Jornalismo Portal Pn7

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Redação Portal PaNoRaMa

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