Agrodefesa suspende exigência de vacinação contra influenza equina para emissão da GTA em Goiás
A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) suspendeu temporariamente a exigência de vacinação contra influenza equina para emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) em Goiás. O órgão anunciou a decisão na quinta-feira (5/3).
A medida segue recomendação do Ministério da Agricultura e Pecuária. O ministério formalizou a orientação por meio do Ofício nº 134/2026/DSA/SDA/MAPA.
Além disso, o documento foi enviado na terça-feira (3/3) aos órgãos estaduais responsáveis pela sanidade agropecuária em todo o país.
Desabastecimento de vacinas motivou a decisão
O Ministério da Agricultura identificou um cenário crítico de desabastecimento de vacinas contra influenza equina no Brasil. Segundo o órgão, cerca de 70% das doses disponíveis no mercado nacional foram retiradas de forma abrupta.
Por isso, o governo federal recomendou a suspensão temporária da exigência. A medida busca reduzir impactos econômicos e logísticos para o setor.
Caso a regra continuasse em vigor, produtores poderiam enfrentar dificuldades para transportar equídeos. Além disso, várias atividades agropecuárias poderiam sofrer prejuízos.
Medida é excepcional e será revista
O diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, afirmou que a suspensão tem caráter excepcional.
Segundo ele, o órgão manterá a medida apenas enquanto durar a falta de vacinas no mercado.
Além disso, outros estados brasileiros adotaram o mesmo procedimento.
“Estamos acatando a recomendação do Ministério da Agricultura. Assim que houver normalização dos estoques de vacinas no país, a obrigatoriedade será retomada”, afirmou.
Mesmo com a suspensão da exigência para a GTA, a Agrodefesa orienta os produtores a manterem a vacinação preventiva sempre que encontrarem o imunizante disponível.
Assim, os criadores ajudam a proteger o rebanho contra a doença.
Influenza equina exige atenção dos produtores
O coordenador do Programa Estadual de Sanidade dos Equídeos da Agrodefesa, Bruno Rodrigues de Pádua, alertou para os riscos da doença.
A influenza equina é uma enfermidade respiratória viral altamente contagiosa. Ela pode atingir cavalos, muares e asininos.
Entre os principais sintomas estão tosse seca, febre e secreção nasal.
Por fim, em casos de suspeita, o produtor deve comunicar imediatamente os órgãos de defesa agropecuária. Dessa forma, as equipes técnicas podem adotar as medidas sanitárias necessárias para controlar a doença.
Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7
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