Tarifa dos EUA preocupa agro brasileiro, mas principais produtos ficaram fora da lista

A proposta do governo dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros acendeu um sinal de alerta no agronegócio nacional. A medida foi anunciada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) e ainda passará por consulta pública antes de uma decisão final prevista para julho.
Apesar da preocupação inicial, importantes produtos do agro brasileiro ficaram fora da lista de itens sujeitos à nova taxação. Entre eles estão a carne bovina, o café, fertilizantes, cereais, sementes, determinados produtos agrícolas e outros itens considerados estratégicos para o mercado americano.
A investigação conduzida pelos Estados Unidos aponta como justificativas questões ligadas ao comércio digital, sistema de pagamentos eletrônicos, acesso ao mercado de etanol, propriedade intelectual e desmatamento ilegal. O relatório concluiu que determinadas práticas brasileiras seriam consideradas “onerosas” ou “restritivas” ao comércio norte-americano.
Para o agronegócio, a principal preocupação está nos setores que podem perder competitividade caso a tarifa seja efetivamente implementada. Entre os produtos que aparecem entre os potenciais afetados estão açúcar, etanol, suco de laranja, calçados, têxteis e diversos manufaturados exportados aos Estados Unidos.
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Analistas avaliam, porém, que o impacto direto sobre o agro brasileiro tende a ser limitado, uma vez que os principais produtos da pauta exportadora agropecuária para os Estados Unidos foram excluídos da proposta inicial. Além disso, o Brasil tem ampliado sua diversificação de mercados, especialmente na Ásia e no Oriente Médio.
O setor acompanha as negociações com atenção até a decisão final do governo norte-americano. Uma audiência pública está prevista para os próximos dias, e o resultado definitivo deverá ser conhecido em meados de julho.
Foto: IA
Jornalismo Portal Pn7
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