Guerra no Oriente Médio ameaça fertilizantes e acende alerta no agro brasileiro
A guerra no Oriente Médio voltou a gerar preocupação no agronegócio brasileiro após o fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional. O bloqueio compromete o fluxo global de fertilizantes em um momento decisivo para os produtores, que precisam adquirir agora os insumos da safra que será plantada no segundo semestre.
O temor no setor é de que a interrupção no abastecimento se estenda além de maio e provoque novos entraves na chegada dos produtos químicos usados na agricultura. A região em conflito responde por cerca de 20% do fornecimento mundial desses insumos, o que amplia a tensão em países fortemente dependentes da importação, como o Brasil.
Dependência externa amplia preocupação no campo
Segundo estimativas de especialistas do setor, entre 85% e 90% dos fertilizantes utilizados no Brasil são importados. Esse cenário torna o agronegócio nacional mais vulnerável a instabilidades geopolíticas e a dificuldades logísticas envolvendo grandes corredores marítimos.
Com a escalada das tensões registrada nos últimos dias, o mercado voltou a monitorar os reflexos da guerra não apenas sobre os combustíveis, mas também sobre a cadeia de suprimentos agrícolas. O receio é de que a turbulência internacional afete o planejamento de compra de produtores em várias regiões do país.
Momento de compra coincide com aumento da incerteza
A apreensão cresce porque o bloqueio ocorre justamente no período em que agricultores se movimentam para garantir os fertilizantes da próxima temporada de plantio. Qualquer atraso ou redução na oferta internacional pode comprometer a previsibilidade do abastecimento e elevar o nível de cautela dentro do setor.
O fechamento do Estreito de Ormuz mantém o agronegócio em alerta enquanto o conflito no Oriente Médio continua sem definição. Produtores acompanham a duração do bloqueio e aguardam os próximos desdobramentos para entender o comportamento do fornecimento global nas próximas semanas.
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7
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