Calor extremo e incêndios ameaçam recuperação do mercado de azeite

Após um período de alívio nos preços, o mercado mundial de azeite volta a enfrentar incertezas diante dos impactos provocados pelo clima na Europa. O avanço de ondas de calor, períodos de seca e incêndios em áreas produtoras reacendeu o alerta sobre a próxima safra.
Os principais países produtores do continente europeu, como Espanha, Itália, Grécia e Portugal, acompanham com atenção as condições dos olivais. A redução da oferta pode pressionar novamente os valores do produto no mercado internacional.
Nos últimos meses, o azeite havia registrado uma melhora após um ciclo de forte valorização causado por problemas climáticos e queda na produção. Agora, produtores e empresas do setor avaliam que novas perdas podem afetar o equilíbrio entre oferta e demanda.
A Espanha, maior produtora mundial de azeite, é considerada peça-chave para o comportamento do mercado. Caso as condições climáticas continuem desfavoráveis, a expectativa é de impacto nos volumes disponíveis para a temporada 2026/2027.
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O cenário também chama atenção dos países importadores, incluindo o Brasil, que depende do mercado externo para abastecer boa parte do consumo interno. Uma redução na produção europeia pode influenciar custos, importações e preços ao consumidor.
Além do azeite, especialistas acompanham como os eventos climáticos extremos estão afetando diferentes cadeias agrícolas. A Europa registrou episódios recentes de calor intenso e aumento do risco de incêndios florestais, ampliando os desafios para a produção rural.
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