Funrural sobe em abril e pode aumentar custo da produção rural em 2026
A partir de 1º de abril de 2026, entram em vigor novas alíquotas do Funrural, elevando a contribuição previdenciária incidente sobre a receita bruta da comercialização da produção rural.
A mudança atinge produtores pessoa física, segurados especiais e também produtores pessoa jurídica — e deve impactar diretamente o custo da produção em estados com forte atividade agropecuária, como Goiás.
O que muda
Para produtor rural pessoa física, a alíquota final passa de 1,5% para 1,63%.
Já para produtor rural pessoa jurídica, a contribuição sobe de 2,05% para 2,23%.
O aumento decorre da Lei Complementar nº 224/2025, que reduziu benefícios fiscais não expressamente mantidos na nova legislação.
Quanto isso representa na prática
Embora o reajuste pareça pequeno, ele incide sobre toda a receita bruta da comercialização.
Um produtor que venda R$ 1 milhão ao ano, por exemplo:
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Pessoa física: pagará cerca de R$ 1.300 a mais por ano.
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Pessoa jurídica: o impacto pode chegar a R$ 1.800 adicionais anuais.
Em propriedades de médio e grande porte, o efeito financeiro se torna ainda mais relevante.
Impacto no campo
O aumento ocorre em um momento de margens pressionadas por:
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Custo de insumos
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Crédito mais caro
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Oscilação no preço das commodities
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Ajustes fiscais do governo federal
Em Goiás, onde o agronegócio é um dos principais motores da economia, qualquer alteração tributária tem reflexo direto no planejamento da safra e no fluxo de caixa das propriedades.
Atenção ao planejamento
Especialistas orientam produtores a revisarem projeções financeiras para 2026 e buscarem orientação contábil para adequação ao novo cenário tributário.
O Funrural continua incidindo sobre a receita bruta da comercialização.
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