Governo libera R$ 330 milhões para conter alta no preço do gás de cozinha no Brasil
O governo federal oficializou a liberação de R$ 330 milhões para subsidiar a importação de gás de cozinha no Brasil, em uma tentativa de frear novos aumentos no preço do botijão de 13 quilos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nesta terça-feira (28), por meio de medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e destina os recursos ao Ministério de Minas e Energia para custear a subvenção econômica do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP).
O auxílio não será pago diretamente à população. Na prática, o governo irá compensar financeiramente as empresas importadoras para que o GLP vindo do exterior seja comercializado em patamar semelhante ao produto nacional, reduzindo a pressão sobre o consumidor final.
Subsídio tenta segurar reajuste do botijão
De acordo com a regulamentação federal, a subvenção será de até R$ 850 por tonelada de GLP importado, com vigência para os produtos entregues entre 1º de abril e 31 de maio, podendo ser prorrogada por mais dois meses, caso o cenário internacional continue pressionando os combustíveis. O limite total autorizado para a operação é de R$ 330 milhões.
A iniciativa integra o pacote emergencial criado pelo Palácio do Planalto para reduzir os efeitos da disparada do petróleo no mercado internacional, provocada principalmente pelos conflitos no Oriente Médio, que vêm elevando custos logísticos e energéticos em vários países.
Segundo o governo, a intenção é impedir que a alta externa seja repassada integralmente para o preço do gás de cozinha, considerado um item essencial dentro do orçamento das famílias brasileiras.
Brasil importa parte do gás consumido internamente
Atualmente, cerca de 20% do GLP consumido no país é importado, o que torna o mercado nacional sensível às oscilações internacionais de preço e transporte. Com o encarecimento do petróleo e da cadeia de abastecimento, o custo do gás importado passou a pressionar o valor do botijão vendido nos distribuidores.
Para reduzir esse impacto, a União assumirá parte da diferença de custo enfrentada pelos importadores, desde que o benefício seja efetivamente repassado ao mercado interno. A fiscalização e a operacionalização da medida ficarão sob responsabilidade da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis.
Reflexos podem atingir consumidores em Goiás
Embora a medida tenha alcance nacional, o controle do preço do gás de cozinha também é acompanhado com atenção em Goiás, onde o botijão tem peso relevante no orçamento doméstico, especialmente em cidades do interior como Jataí e municípios do Sudoeste Goiano.
A contenção de reajustes é vista como tentativa de reduzir impactos inflacionários em cadeia, já que o GLP influencia diretamente despesas básicas de alimentação e manutenção das residências.
Além do subsídio ao gás, o governo federal já havia anunciado outras ações emergenciais para conter a alta dos combustíveis no país diante da instabilidade internacional, dentro de uma estratégia de proteção ao consumo interno.
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7
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