Exportação de carne bovina cai quase 40% em outubro, enquanto aves avançam
As exportações brasileiras de carnes começaram outubro de 2026 com resultados diferentes entre os segmentos. Nos primeiros sete dias úteis do mês, o volume médio diário de carne bovina embarcado caiu 39,9% em relação à média diária de outubro de 2025. Já as vendas externas de aves avançaram 28,1% em volume, enquanto o preço da carne bovina registrou valorização de 11,3% por tonelada.
Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), e comparam a parcial de outubro com o mês completo do ano passado, que teve 22 dias úteis.
Exportação de carne bovina recua em volume
Na parcial de outubro, o Brasil exportou 61,32 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com receita de US$ 377,94 milhões.
A média diária de embarques ficou em 8,76 mil toneladas, abaixo das 14,57 mil toneladas registradas por dia útil em outubro de 2025.
Apesar da redução no volume, o preço médio da tonelada subiu de US$ 5.538,60 para US$ 6.163,30, alta de 11,3%.
A valorização ajudou a reduzir o impacto sobre o faturamento, mas não compensou a queda dos embarques. A receita média diária passou de US$ 80,70 milhões para US$ 53,99 milhões, retração de 33,1%.
O cenário indica que o Brasil está recebendo mais por tonelada de carne bovina exportada, mas embarcando uma quantidade significativamente menor por dia. O desempenho do setor também depende de fatores como câmbio, demanda interna, compras chinesas e oferta de animais terminados.
Exportações de aves avançam em volume e receita
O segmento de aves e suas miudezas apresentou resultado positivo na parcial de outubro, com crescimento tanto no volume embarcado quanto no valor das vendas externas.
Os embarques somaram 193,21 mil toneladas, com faturamento de US$ 370,98 milhões. A média diária chegou a 27,60 mil toneladas, alta de 28,1% em comparação com as 21,54 mil toneladas por dia útil de outubro de 2025.
O preço médio também avançou, passando de US$ 1.675,20 para US$ 1.920 por tonelada, aumento de 14,6%.
Com o crescimento simultâneo de volume e preço, a receita média diária subiu 46,8%, de US$ 36,09 milhões para US$ 53 milhões.
Os números mostram maior participação das exportações no escoamento da produção avícola. Na parcial analisada, a receita diária das aves ficou próxima à da carne bovina, embora o volume embarcado tenha sido mais de três vezes superior.
Mercado de carnes apresenta cenários diferentes
Os dados da primeira parte de outubro mostram comportamentos distintos entre as proteínas brasileiras. Enquanto a carne bovina enfrenta uma redução expressiva no ritmo médio diário dos embarques, as aves registram avanço em quantidade, preço e receita.
A valorização da carne bovina por tonelada ajuda a amenizar a queda no faturamento, mas o volume exportado continua sendo um fator importante para o resultado comercial do setor.
O acompanhamento das próximas semanas será importante para avaliar se o ritmo das exportações de carne bovina muda ao longo do mês e se o desempenho positivo das aves se mantém.
Os números apresentados correspondem à parcial de outubro e podem sofrer alterações até o fechamento mensal.






