VÍDEO| Operação da PF de Jataí prende predador virtual em Goiás
A Polícia Federal prendeu preventivamente, na manhã desta quarta-feira (21), um homem de 28 anos em uma área rural de Chapadão do Céu, no Sudoeste goiano. A prisão integra a Operação Predador Virtual, deflagrada em Jataí/GO para combater crimes de estupro, estupro de vulnerável, aliciamento de crianças e adolescentes, produção e armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil, além de perseguição (stalking) e violência psicológica contra menores.
Segundo a Polícia Federal, o suspeito criava múltiplos perfis falsos em redes sociais e se passava por adolescentes para se aproximar das vítimas. Em seguida, conquistava a confiança dos menores, obtinha fotos íntimas e dados pessoais e, então, iniciava ameaças e chantagens com risco de divulgação do material. Dessa forma, forçava encontros presenciais e praticava abusos sexuais. Em ao menos um caso, a coação resultou em estupro.
Delegado detalha atuação do investigado
De acordo com o delegado federal Jorge Florêncio de Oliveira, o suspeito mantinha uma “dupla identidade”. “Ele se passava por adolescente ou criança na internet para se aproximar das vítimas. Depois disso, começava a praticar ameaças, perseguições e chantagens”, explicou em vídeo enviado.
Além disso, a polícia já identificou mais de uma vítima, todas com o mesmo padrão criminoso. Por isso, as autoridades intensificaram as diligências para localizar outros possíveis casos.
Durante a operação, os agentes cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão. Como resultado, recolheram mídias de armazenamento e celulares usados pelo investigado. Agora, o material passará por perícia para identificar novas vítimas e reunir provas complementares. A ação contou ainda com apoio do Conselho Tutelar, que auxiliou na identificação dos locais onde ocorreram os abusos.
O suspeito pode responder por estupro (art. 213 do Código Penal), perseguição/stalking (art. 147-A), violência psicológica (art. 147-B), além de produção, armazenamento e divulgação de pornografia infantil e aliciamento de criança (arts. 240, 241-A, 241-B e 241-D do Estatuto da Criança e do Adolescente). Somadas, as penas podem ultrapassar 20 anos de reclusão.
Polícia orienta pais e responsáveis
Por fim, a Polícia Federal reforçou a importância de pais e responsáveis monitorarem as atividades de crianças e adolescentes nas redes sociais. Segundo a corporação, criminosos usam o ambiente virtual para aliciar vítimas e praticar crimes sexuais de forma silenciosa.
Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
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