Empresário: 2026 começou cobrando — quem não se adaptar agora vai pagar depois

Empresário: 2026 começou cobrando — quem não se adaptar agora vai pagar depois

Se a sua empresa entrou no ano esperando estabilidade trabalhista, é melhor recalcular a rota. Normas, fiscalização e jurisprudência já mudaram o jogo, e o impacto é direto na operação, no caixa e na responsabilidade dos gestores.

O recado é simples: 2026 é o ano em que improviso vira passivo.

O que o empresário precisa enxergar imediatamente

A atualização da NR-1 colocou riscos psicossociais dentro do PGR. Metas abusivas, sobrecarga, falhas de liderança e ambientes de medo agora entram na matriz de fiscalização. Sem plano de ação, a defesa enfraquece.

No comércio, o trabalho em feriados passa a depender de previsão em convenção coletiva. Acordo individual não protege. Escalar sem respaldo pode significar multa, horas extras e efeito retroativo.

A possível mudança na jornada, com o debate sobre o fim da escala 6×1, já pressiona negociações coletivas e exige planejamento de produtividade. Esperar a lei sair para agir é erro estratégico.

A inteligência artificial entrou no RH, mas trouxe novas frentes de risco: discriminação algorítmica, proteção de dados e necessidade de supervisão humana em decisões sensíveis.

O compliance trabalhista deixou de ser diferencial. Virou expectativa mínima. Cruzamento de dados e fiscalização digital tornam o passivo invisível cada vez mais fácil de encontrar.

Com eleições à frente, o assédio eleitoral volta ao radar. A empresa responde por excessos de líderes despreparados.

E na terceirização e pejotização, a análise continua sendo a mesma: vale a realidade. Se houver subordinação, a conta chega.

Ponto crítico para a gestão

Nada disso começa no processo. Começa na rotina, na cultura e nas decisões diárias da liderança.

Empresa que não antecipa risco perde poder de negociação, sofre autuação e entra em ciclo de litígios repetidos.

Alerta prático — prevenção de prejuízo

2026 exige integração real entre jurídico, RH e operação.
Revisão de políticas.
Treinamento de gestores.
Documentação de práticas.
Diálogo sindical.
Governança sobre tecnologia.

Quem fizer isso primeiro ganha previsibilidade. Quem espera compra problema.

O novo cenário é claro: não basta estar certo.
É preciso conseguir provar que estava preparado.

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Gessica Vieira

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