Fim da baliza no exame da CNH gera críticas em Goiás

Fim da baliza no exame da CNH gera críticas em Goiás

O fim da baliza no exame da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) já provoca debates em todo o país. A mudança divide opiniões entre candidatos, instrutores e especialistas. Em Goiás, o novo formato da prova prática já está em vigor.

As alterações fazem parte de uma reformulação nacional. O objetivo é simplificar o processo, reduzir custos e valorizar situações reais de trânsito. A principal novidade é a retirada definitiva da baliza. Além disso, outras etapas consideradas pouco representativas também deixaram de ser exigidas.

Até agora, os Detrans de São Paulo, Amazonas, Amapá, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Alagoas, Pará e Maranhão adotaram as novas regras. Nesses estados, a prova prática avalia principalmente o desempenho em percurso urbano. O exame observa conversões, paradas obrigatórias, respeito à sinalização e condução segura.

Além disso, algumas mudanças incluem o fim de exercícios como rampa e meia embreagem em certos casos. Também foi adotado um sistema de pontuação por infrações. Outro ponto é a liberação para uso de veículos com câmbio automático ou até carros particulares durante o exame. Em alguns locais, houve redução de taxas e mais liberdade fora do modelo tradicional das autoescolas.

Por outro lado, estados como Acre, Bahia, Ceará, Mato Grosso, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, Sergipe, Tocantins, Minas Gerais e Paraná aguardam o Manual Brasileiro de Exames de Direção Veicular. O documento será publicado pelo Ministério dos Transportes. Segundo os órgãos, a medida busca garantir padronização nacional.

Apesar disso, a extinção da baliza gera críticas entre especialistas. Instrutores afirmam que a manobra segue essencial no trânsito diário. “Na rua, a gente precisa fazer baliza, então isso deveria ser aprendido de qualquer jeito”, disse um candidato à imprensa.

Outro ponto sensível é o impacto trabalhista. Com o fim da obrigatoriedade das aulas em autoescolas, a carga mínima caiu de 20 para apenas 2 horas-aula. Como resultado, há relatos de demissões em massa de instrutores. Segundo o Sintradete, entre mil e duas mil demissões ocorreram apenas em São Paulo após a aprovação da resolução.

Além disso, profissionais alertam para riscos na formação dos novos condutores. “Já vi alunos que achavam que sabiam dirigir serem reprovados por vícios simples, como não dar seta ou não reduzir antes da conversão”, relatou um instrutor.

Por Gessica Vieira
Foto: Reprodução
Jornalismo Portal Pn7

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Gessica Vieira

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