Goiás confirma primeiro caso de Febre Oropouche

Goiás confirma primeiro caso de Febre Oropouche
Caso confirmado em Anápolis acende alerta para vigilância da Febre Oropouche em Goiás

Um homem que mora em Anápolis é o primeiro caso confirmado de febre Oropouche em Goiás. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (29/4) pela subsecretária de Vigilância em Saúde da SES/GO, Flúvia Amorim. O paciente buscou atendimento com sintomas típicos de arboviroses, e, após exames, foi constatada a doença viral. O homem já está curado e sendo monitorado pela Secretaria Municipal de Saúde.

Em Anápolis, a investigação epidemiológica confirmou que o caso é autóctone, ou seja, a contaminação ocorreu dentro do município, e não em viagem. O paciente deu entrada na unidade de saúde em 24 de março, apresentando febre, tontura e manchas na pele (exantema). Após a confirmação, a Secretaria Municipal de Saúde de Anápolis e a SES/GO intensificaram as ações de controle.

O Diretor de Vigilância em Saúde de Anápolis, Daniel Soares, reiterou que as equipes de Zoonoses e Vigilância Sanitária já estão monitorando áreas de risco e combatendo a presença do mosquito transmissor na cidade.

Vigilância

A confirmação é fruto de uma estratégia de “vigilância laboratorial ativa” que o Estado de Goiás vem desenhando desde 2023. Segundo Flúvia, o Laboratório Central de Goiás (Lacen-GO) passou a testar sistematicamente para Oropouche todas as amostras que apresentavam resultado negativo para Dengue, Zika e Chikungunya. “Com essa vigilância laboratorial ativa, conseguimos identificar o nosso primeiro caso agora em 2026. Foram mais de 6 mil amostras processadas até chegarmos a este diagnóstico em Anápolis”, detalhou Flúvia.

“Não é motivo para pânico. No Brasil, em 2025, foram cerca de 12 mil casos, o que mostra que a doença já está espalhada. Nosso foco agora é informar profissionais de saúde e a população para garantir o diagnóstico correto e entrar com as medidas de controle para evitar grandes dispersões”, finalizou Flúvia.

Histórico e dispersão nacional

O histórico da doença no Brasil revela uma mudança de comportamento do vírus. Identificado pela primeira vez no país em 1960, durante a construção da rodovia Belém-Brasília, o vírus Oropouche permaneceu por décadas restrito a surtos esporádicos na região amazônica. Contudo, Flúvia Amorim pontua que, a partir de 2023, houve uma dispersão acelerada para outras regiões.

“Mudanças climáticas, aquecimento global e o desmatamento propiciam a saída desses vírus das regiões silvestres de mata. Além disso, o trânsito intenso de pessoas faz com que um problema em qualquer lugar do mundo se torne um problema global rapidamente”, alertou a subsecretária.

Fonte: Mais Goiás
Foto: IOC/Fiocruz
Jornalismo Portal Pn7

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Nágila Nathália

Secretária do Portal PaNoRaMa. 23 anos. Mãe. Casada.

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